domingo, 27 de setembro de 2026

Veterano ... e a Índia



Amigos da Pirataria Alada ... meu cordial NAMASTÊ 

🏴‍☠️🙏🏴‍☠️

( como convém falando de Índia).


- Por que falar de Índia  ... meu caro Veterano? Foi o que a consciência do Pirata Alado perguntou.

- Ora ... e por quê não falar ? Respondeu perguntando a consciência do Veterano...e continuou.

- Você já teve uma experiência exótica naquele país. Sua filha praticante de YOGA, teve oportunidade de conhecer a Índia turisticamente num período em que os EUA/ Israel estiveram se estranhando belicamente com o Irã , tumultuando o tráfego aéreo na Região do estreito de Ormuz,  no meio da trajetória do voo dela na conexão entre Doha e Nova Délhi. Papai Pirata Alado ficou preocupado.

Discutido tudo isso , entre as consciências dos meus " eus " , explico :

Nesta última madrugada , véspera do aniversário da querida Filhota de Pirata, me dispus a “ maratonar “ uma série NETFLIX ,chamada :   “Operação Safed Sadar “.( que recomendo).

A Internet esclarece o que foi a famosa Operação  :

A Operação Safed Sagar (lit. “Operação Oceano Branco”) foi o codinome atribuído à operação conjunta da Força Aérea Indiana , apoiando elementos do Exército Indiano durante a guerra de Kargil de 1999 , que visava expulsar tropas regulares e irregulares do Exército Paquistanês das posições indianas desocupadas no setor de Kargil ao longo da Linha de Controle . Foi o primeiro uso em larga escala do poder aéreo na região de Jammu e Caxemira desde a Guerra Indo-Paquistanesa de 1971.


A série é muito boa tecnicamente com recursos de IA com imagens belíssimas e o Fato histórico contado de forma romanceada por atores profissionais o que o tornou um evento cultural  , além de heroico , exótico  e arriscado tornando- se historicamente importantíssimo na geopolítica internacional.

Este emotivo Veterano , comemorando silenciosamente o aniversário da filha lembrou das experiências vividas , pelos dois em situações diferentes ( pai e filha ), na Índia e começou a comparar com nosso “ semelhante” País Brasil. Somos semelhantes em tamanho, situação econômica, desenvolvimento tecnológico. Somos radicalmente diferentes culturalmente e colonialmente. No entanto temos semelhanças de atitudes e valores militares no que se refere a Forças Armadas de ambos países. 

Assim sendo , comecei a fazer um paralelo mental da situação política estratégica que motivou o enfrentamento militar que os vizinhos se envolveram.

A Política, movida pela religiosidade exacerbada, historicamente alavancaram muitas guerras para obtenção de Poder. Isso faz parte da História geral há muitos anos. 

O Brasil é um país que pertence ao que a civilização acostumou a chamar de “ novo mundo” ...a América. Já a Índia faz parte do velho mundo ...Europa e Ásia. 

Vivemos um momento político em que deveríamos atentar as “ atitudes “ do velho mundo evitando cometer os mesmos erros.

Em 1999 , ano da ocorrência da Operação Safed Sagar, eu era Capitão de Mar e Guerra da Marinha do Brasil que desempenhava a função de Superintendente Administrativo, do CTeMSP ( Centro de Tecnologia da Marinha em São Paulo ) . O CTeMSP , na época era o órgão responsável pelo desenvolvimento do projeto do Submarino de propulsão Nuclear Brasileiro. Dessa forma , acompanhei as notícias sobre o envolvimento de duas “ potências nucleares distantes “ ( Índia e Paquistão ). Me decepcionei na época com a decisão politica da criação do Ministério da Defesa pelo nosso Comandante em Chefe das Forças Armadas , o Presidente da Republica , eleito democraticamente pelo voto direto e “obrigatório “ de acordo com nossa Constituição promulgada em 1986 pelo “ clamor popular “ dando fim ao período de regime democrático conduzido por militares patriotas eleitos indiretamente , semelhante à maior democracia que se tem notícia , conhecida como Estados Unidos da América ( EUA).

Nosso Presidente nomeou um Advogado civil para ser o primeiro Ministro da Defesa do Brasil. Nessa época começamos a ficar parecidos com a Democracia Indiana . Na época não percebi essa semelhança que agora constato apreciando a série NETFLIX. 

No meu primeiro contato com o recém assumido Ministro da Defesa, me decepcionei com o nível de conhecimento militar nuclear do nosso novo Comandante civil , um político!

Já havia cumprido meu dever com a Pátria de 30 anos de bons serviços prestados e exerci o direito de ser transferido para a reserva da Marinha.

Foi uma boa e difícil decisão  mas, o tempo demonstrou que aquela decisão foi acertada.

Hoje o "nosso " Submarino de propulsão Nuclear... está " prometido " politicamente para depois de 2030 ....com tecologia " francesa " ( não a " nossa brasileira ").... isso se o orçamento  " judicialmente vorcariano" permitir. Vamos " pagar pra ver" !

Minha filha que hoje completa 43 anos, em setembro de 2000 era uma jovem de 17 anos que viria a se tornar uma brilhante “ Designer “ formada pela UnEsP( Universidade  Estadual Paulista ) para orgulho de um pai , já com tendências piratescas.

Na Reserva fui contratado para operar helicópteros a bordo Iates com capacidade aérea como “ piloto privado “ na Aviação Executiva. Essa nova atividade me levou a Índia em 2009 como já contei em alguns outros” posts” deste blog.👇

https://pirataalado.blogspot.com/2021/12/piratae-o-ano-novo-vulcanico.html?m=1

Na Índia, mais precisamente em Port Blair , Capital do arquipélago de Andaman- Nicobar ( território da Índia na Baia de Bengala no Oceano Índico) onde aconteceram grandes surpresas profissionais que hoje entendo melhor depois de curtir a série NETFLIX .

Em 2009 fiquei extremamente decepcionado com o que vi em Port Blair , depois ter sido assolada pelo Tsunami devastador de 2004 . Era muita pobreza e corrupção por parte de algumas autoridades policiais da área de fiscalização que tive contato. Não eram militares das Forças Armadas da Índia. Eram funcionários públicos de órgãos federais ( ou estaduais ... não sei) semelhantes aos que hoje nos sujeitamos aqui no Brasil.

Após receber autorização de voo formal das autoridades que fizeram a fiscalização de entrada da Nau Karima e seu helicóptero Sea Baboon no território Indiano , mediante algumas “ botejas” de whisky 12 anos e muitos NAMASTÊs .

Quando fui decolar com meu patrão ao meu lado ouvindo meu contato com a rádio do Controle aéreo da Força Aerea da India local, além de ter me proibido a decolagem, fui ameaçado de ser “ abatido “ em voo caso não cumprisse a ordem depois que ponderei passando o código da minha autorização emitida pelo “ fiscal “ ao preço de algumas botejas de 12 anos.

Decepcionado fui obrigado a cortar o motor do Sea Baboon e ouvir do meu Patrão ao meu lado :

- Diz para o Comandante do Karima que depois que eu for embora , ele pode se deslocar para a Tailândia. A Índia já mostrou o que podemos esperar dela!

O Patrão foi embora . A Nau Karima desatracou de Port Blair . Curtimos a passagem de ano a bordo em alto mar fundeados proximo ao Vulcão Barren. Foi uma exótica festa de virada de ano ao lado de um Vulcão como já descrevi no outro post , além do filminho YouTube do Pirata 👇

https://youtu.be/CjlegIGWhPA?is=u_nLWxcUVSsGwkKm

Minha filhota depois de formada e já desempenhando suas atividades profissionais Globais, e praticante de yoga , resolveu participar de um grupo numa viagem turística a Índia em outubro 2024 no início das hostilidades entre EUA / ISRAEL  e Irã. 

No dia que ela decolou do Rio de Janeiro com destino a Nova Délhi,  com escala em Doha o espaço aéreo do Irã estava interditado sob ataques aéreos de misseis e drones. Fiquei preocupado mas ela chegou a Índia depois de algum atraso em Doha....

Conheceu a Índia de muita história e hábitos...um tanto quanto exóticos para nós brasileiros. Ficamos com a mesma impressão sobre a Índia. 

... e daí Veterano ? Perguntam os caros leitores.

E daí que , passei muito tempo distante da minha filha desde o tempo de Marinha como piloto militar e depois como piloto executivo mais ainda rodando pelo mundo. Esse distanciamento , por vezes me consumia por não estar mais próximo dos meus filhos que cresciam rápido e eu não percebia que se tornavam adultos independentes.

Numa das cenas do seriado , um dos pilotos militares indianos passa por esta situação familiar . Dividido entre o " dever profissional militar arriscado" que exigia atenção total e o relacionamento amoroso familiar que por sua vez cobravam sua atenção mais dedicada.

Ao ver a cena entendi perfeitamente o dilema do personagem.  Estive em situação semelhante mesmo em situação de Paz ( e imaginei em tempo de Guerra ). Não deve ser fácil.

A verdade é que são duas paixões distintas... voar e família! Não devem ser misturadas essas duas paixões.  Cada uma delas tem que ter seu " espaço específico... e bem separado" na cabeça de qualquer Aviador . As duas atividades exigem atenção integral de um Aviador. Se não houver essa separação as coisas podem não funcionar tão bem quanto deveriam . Essa foi a lição que o seriado me proporcionou.

A atividade aérea é deliciosa mas envolve riscos e responsabilidades coletivas que podem decidir em segundos , entre viver ou morrer e exigem atenção integral. Família é diferente . Os riscos são outros mas exigem , também,  atenção integral e permanente.

Ser pai de uma filha querida e Veterano Aviador Naval ao mesmo tempo é um privilégio duplo.


Agradeço a Índia ( e a NETFLIX) por me lembrar disso.


Que nosso jovem país aprenda com a Idosa cultura Indiana como saber separar as coisas  defendendo com coragem,  criatividade , tecnologia e atitudes....a Sociedade onde escolhemos formar Família. 

DEMOCRACIA INDIANA

A Índia é considerada a democracia mais populosa do mundo. As eleições no país começaram com as eleições gerais indianas de 1951-52 . A Índia foi uma das primeiras nações pós-coloniais a adotar o sufrágio universal , concedendo a todos os cidadãos adultos direitos iguais de voto.

Construído em 1927 como sede do Conselho Legislativo Imperial da Índia , o antigo Parlamento serviu como sede do Parlamento indiano de 1947 até 2023, quando o novo Parlamento foi inaugurado.

Nos últimos anos, sob o governo de Narendra Modi , a Índia sofreu um retrocesso democrático significativo . O Índice de Democracia da Economist classifica a Índia como uma democracia imperfeita . A Freedom House classifica a Índia como parcialmente livre .

Parabéns minha querida Filhota brasileiríssima.🎂

Aos queridíssimos leitores obrigado pela leitura desejando paz e muita paciência neste período pré eleitoral de 2026. Aja de acordo com sua consciência e não com a indução do marketing político alheio.

Forte abraço do vosso

Veterano Pirata Alado


NAMASTÊ 
🙏
☠️

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Veterano ... e os Macacos

 



Amigos da Pirataria Alada ... 
meu cordial .... Olá. 
( num dia horroroso de chuva , foi o máximo que consegui imaginar como cumprimento)

Depois de um período " de retiro espiritual meditativo" , além de não ter nada de útil para fazer , resolvi escrever besteiras para me distrair.
Não aguento mais ver televisão com propaganda eleitoral e escândalo de juízes/políticos corruptos sem poder fazer nada para mudar a cultura brasileira , em geral, sobre o assunto já que não acredito em " Papai Noel " .
Assim sendo , resolvi contar uma história sobre macacos em geral, que tive a oportunidade de conviver ao longo desta minha "setentária " (70+) existência. 
Tudo começou , quando ainda criança ganhei um boneco de pelúcia que batizei simplesmente de " Zé Macaco ".



Meu macaquinho Zé me acompanhou até a adolescência quando resolvi entrar para o Colégio de Piratas . Passei no concurso e em 1971 comecei uma nova vida isolado em Angra dos Reis. O Zé Macaco não foi comigo . Imaginei que se o levasse comigo , meus novos amigos adolescentes poderiam me apelidar de  “franga filhinho de papai “. Naquela época vivíamos um período de liberdade social onde apelidos eram comuns e engraçados . Me apelidaram de “Pato Rouco “ que acabei encarando com naturalidade e acabou me inspirando a criar um personagem no jornalzinho Gingilin , que comecei a desenhar : Era o Patelho (Pato Pentelho ) ... 



Havia vários apelidos engraçados :

Veruska, Bonitão , Bonacha, Cabeça , Louco, Mironha , Caroço , Picolé, Cachaça , Chacrinhoca (mistura de Chacrinha com Minhoca), Camelo e até Macaco entre tantos outros . Todos bons amigos, “irmãos por opção “, que formaram caráter próprios em meio as dificuldades naturais de um estabelecimento de ensino em tempo integral . Excessos eram cometidos e punidos na forma das regras . Eram tempos em que havia liberdade de expressão. O povo era feliz . Criminosos eram caçados e punidos , tipo : assaltantes de Banco , sequestradores de Embaixadores ... invasores de terras ... e etc.
Havia contraventores conhecidos como " bicheiros" mas, nada como hoje conhecemos por siglas PCC, CV....MST...e outras menos votadas.
 Pouco se falava de Tribunal Supremo que funcionava sem muito “marketing “ midiático.

Depois de 6 anos convivendo nos bancos escolares , viajamos mundo afora onde muitas situações pitorescas foram vivenciadas . Nos formamos e cada qual partiu para sua vida profissional pelos quatro cantos do País . Eu fui enviado para a Amazonia (aquela verde mesmo não a atual Azul ).
Navegando por rios intermináveis , morava numa casa com quintal em Manaus. Nas intermináveis viagens atendendo ribeirinhos esquecidos pelo resto do País , ganhávamos vários animais em agradecimento pela atenção.
Certa feita fui presenteado, como agradecimento de uma família de ribeirinhos pelo tratamento dado ao filho adoentado , com um Macaco Prego , comum na região. Construí uma moradia sobre uma pequena arvore do quintal da minha casa . Batizei o macaco prego de Zé Macaco (como não podia deixar de ser ) .


Este novo Zé Macaco era um animal de verdade (não de pelúcia ). Para quem não conhece essa raça de macaco (prego) sugiro que pesquisem o assunto . Ele era muito “folgado” com outros animais e um dia ao folgar com um cachorro “vira-latas” mais bravo que ele ... encontrou seu fim , infelizmente ! Fiquei triste. 

O tempo passou e acabei entrando para Aviação Naval . Aí sim... tive contato com meu primeiro “Macacão”. Esta indumentária profissional , veio acompanhada de Capacete , luvas e botas. Tudo para que eu aprendesse a voar .

-.... mas e as Asas ? ( me perguntei ).

- Você vai ter que conquistar usando isso para sua segurança ! Me respondeu o encarregado do curso.

Fiquei pensando :

- é verdade ... se o saudoso Zé Macaco “prego” tivesse usando esse equipamento não teria se dado mal nos seus voos entre um galho e outro !

Paramentado consegui ganhar minha asa e fui enviado para voar um Lynx . Me incorporei ao Esquadrão de Linces.


Os Linces não eram " macacos " mas também voavam pulando sobre terras e Mares. Gostei deles também. 
Nessa nova casa de Linces o que mais me incomodava não era o “macacão” ...eram as Luvas ! 
O tal de Lynx exigia muito dos dedos (daí a proteção das luvas) . Tinha um tal de “trim.”que a gente tinha que manipular o tempo todo com o dedão . Era um botão móvel e áspero projetado pra a gente voar “trimado”. Resultado depois de algumas mil horas de voo , a luva , do dedão da mão direita ...furava e assim ficava ( eu achava melhor “trimar “ com luva furada. Dava mais “sensibilidade na “trimada” ) .

Já de luva furada , fui enviado para França para receber umas aeronaves que não precisavam de trim. Tinha mais botão para apertar para dar ordem ao Piloto Automático ( não furava a luva) .


 Foi legal porque levei meu “macacão “ para passear nos Alpes . Ele adorou  posar pra foto em Mon Blanc .

Meu “macacão” estava com saudade do “trim” dos Lynx e depois de algum tempo vivido no “planalto central” sem passear com o “macacão” só vendo engravatados ungidos se escondendo em carros blindados de lá pra cá (não sei por que) , voltei pra beira mar e andei salgando o “macacão” vez por outra (entre uma rodada de baiana portuária e outra) pela costa marítima paulista.

Enfim fui mandado para Liderar os Linces , com minha luva furada .



Me realizei e meu “macacão” ficou feliz , depois de cumprir a missão e resolveu virar “peça de museu “, junto com minhas luvas !


Comecei uma nova vida ...alada , sem “macacão”. Sem “macacão" mas, com os macacos me perseguindo.

Fui contratado para voar um “ Colibri “ pela aí...a bordo de Iate rápido. Eu e o Colibri nos demos bem mas ele era prateado e não dava pra chamar de “ Macaco “. Voamos juntos por alguns anos sem macacão e sem luvas ... passeamos pelo Caribe e pela costa brasileira , até que surgiu uma novidade.



Me foi proposto voar pelo mundo um Esquilo que seria meio verde acinzentado com um rabo ( cauda ) vermelha . Bingo ! Tipo assim um Babuíno do mar . . 


Como não podia deixar de ser, batizei-o como SeaBaboon


Saltamos juntos pela Europa . Cruzamos o Atlantico até a Patagonia . Atravessamos o Deserto do Atacama e nos esbaldamos pelo Pacifico e suas exóticas milhares de ilhas . Andamos pela Asia para conhecermos um raro primo em Borneo... Macaco Probosis... o “narigudo”.


Essas aventuras terminaram na Australia onde vimos muitos animais e muitos Cangurus , que também pulam meio que nem macacos, mas não voam ... entre galhos ou sobre as águas ... que nem os Macacos.

Assim sendo , é fácil admitir que :
Nós “humanos” , somos .... oriundos de Macacos.
A Sociedade Civilizada atual comprova isso !

Do jeito que a coisa vai ...  vamos acabar virando o País dos Macacos



Forte abraço do Vosso ...Pirata Alado ...
 e seu parceiro o saudoso Sea Baboon .