segunda-feira, 4 de maio de 2026

Veterano ... no Dia do Trabalho.



Amigos da Pirataria Alada... meu cordial " bom dia companheiros" ( assim se cumprimentam os "trabalhadores" )

 

 Já os vagabundos Veteranos Piratas , assim se cumprimentam ... - Diz aí parceiro. Tenha um bom dia e curta a vida.

 

Com essa dúvida no pensamento : 

Sou um trabalhador escritor .. ou um vagabundo convicto ? 


Comecei a madrugada de domingo no último feriadão dedicado aos trabalhadores.

A chuva típica da época,  espantou a " turistada" antecipando o regresso deixado a minha Santos mais tranquila.

A tarde tranquila com pouco movimento nas ruas e sem barulho das obras do " boom imobiliário " ofereciam um programa televisivo ao lado Sereia . Variamos entre esporte ( Fórmula 1 em Miami e Show da Shakira gravado em Copacabana).

O brasileiro Bortoleto ficou em 12° e o show da Shakira , não foi todo gravado porque ela atrasou .

A noite chegou e resolvi trabalhar um pouco , tipo " home office", que está na moda.

- Mas ... " trabalhar num domingo Pirata"?

Perguntaram os caros leitores.

- Sim , para homenagear os Dia dos Trabalho que , os trabalhadores não trabalham porque é feriado ! Responderia o Veterano Pirata.

Comecei trabalhando na produção de “conteúdo “ para a coluna “ Direto do Convoo “ publicada na RFA (Revista da Força Aérea ) assinada pelo meu amigo Comandante Barreira. Ele é trabalhador preguiçoso e pede que o Pirata produza o material que ele assina .

- Pode isso Arnaldo ? Perguntam ...e o Arnaldo responderia (se pudesse)

- Pode sim , afinal Pirata e Barreira se confundem , às vezes . Além disso o Pirata , mesmo Veterano sempre trabalhou 365 dias por ano , 7 dias por semana e 24 horas por dia sem reclamar , de comum acordo , com o “empregador” o tal de Beto.

 Aliás , aproveitando o  carreto , o tal de Beto aniversaria em 1 de Maio ( até no aniversário ele costuma trabalhar ). Parabéns, Chefe Beto ! Abraço do Pirata .

Dito isso , continuei na labuta “home office” enquanto a Sereia curtia a série “Machos Alfa “da NETFLIX... no nosso “ romantic room”.

 


Eu, aguardava a transmissão da WSL em Gold Coast da Austrália (campeonato mundial de Surf , onde os brasileiros se destacam com a conhecida “Brazilian Storm”. Quando faço isso, prefiro tirar o som da Tv , preferindo ouvir musica no fone de ouvido a minha coleção preferida no Spotfy. Ao mesmo tempo curtindo as imagens paradisíacas das praias , que muitas , eu conheço na ativa da Pirataria Alada. Este era o caso da Surfers Paradise , na Gold Coast Australiana.

 


Enquanto a competição iniciava na TV , no meu fone de ouvido comecei a escutar  o funk rítmico dançante “tás a ver “ do Gabriel Pensador  ... meu influencer  musical .

A conjunção de imagem da tv e som do fone ouvido me fizeram viajar na mente para outros tempos .

Reproduzo a letra do Pensador :

 

Tás a ver o que eu estou a ver?

Tás a ver estás a perceber?

Tás a ouvir o que eu estou a dizer?

Tás a ouvir estás a perceber?

 

Eu tenho visto tanta coisa nesse meu caminho

Nessa nossa trilha que eu não ando sozinho

Tenho visto tanta coisa tanta cena

Mais impactante do que qualquer filme de cinema

E se milhares de filmes não traduzem nem reproduzem

A amplitude do que eu tenho visto

Não vou mentir pra mim mesmo acreditando

Que uma música é capaz de expressar tudo isso

Não vou mentir pra mim mesmo acreditando

Mas eu preciso acreditar na comunicação

Mas eu preciso acreditar na...

Não há melhor antídoto pra solidão

E é por isso que eu não fico satisfeito

Em sentir o que eu sinto

Se o que eu sinto fica só no meu peito

Por mais que eu seja egoísta

Aprendi a dividir as emoções e os seus efeitos

Sei que o mundo é um novelo uma só corrente

Posso vê-lo por seus belos elos transparentes

Mudam cores e valores, mas tá tudo junto

Por mais que eu saiba eu ainda pergunto


Tás a ver a vida como ela é?

Tás a ver a vida como tem que ser?

Tás a ver a vida como a gente quer?

Tás a ver a vida pra gente viver?

 

Nossa vida é feita

De pequenos

 

Tás a ver a linha do horizonte?

A levitar, a evitar que o céu se desmonte

Foi seguindo essa linha que notei que o mar

Na verdade, é uma ponte

Atravessei e fui a outros litorais

E no começo eu reparei nas diferenças

Mas com o tempo eu percebi

E cada vez percebo mais

Como as vidas são iguais

Muito mais do que se pensa

Mudam as caras

Mas todas podem ter as mesmas expressões

Mudam as línguas, mas todas têm

Suas palavras carinhosas e os seus calões

As orações e os deuses também variam

Mas o alívio que eles trazem vem do mesmo lugar

Mudam os olhos e tudo que eles olham

Mas quando molham todos olham com o mesmo olhar

Seja onde for uma lágrima de dor

Tem apenas um sabor e uma única aparência

A palavra saudade só existe em português

Mas nunca faltam nomes se o assunto é ausência

A solidão apavora, mas a nova amizade encoraja

E é por isso que a gente viaja

Procurando um reencontro uma descoberta

Que compense a nossa mais recente despedida

Nosso peito muitas vezes aperta

Nossa rota é incerta

Mas o que não incerto na vida?

Tás a ver a vida como ela é?

Tás a ver a vida como tem que ser?

Tás a ver a vida como a gente quer?

Tás a ver a vida pra gente viver?

Nossa vida é feita

De pequenos nadas

A vida é feita de pequenos nadas

Que a gente saboreia, mas não dá valor

Um pensamento, uma palavra, uma risada

Uma noite enluarada ou um sol a se pôr

Um bom dia, um boa tarde, um por favor

Simpatia é quase amor

Uma luz acendendo, uma barriga crescendo

Uma criança nascendo, obrigado senhor

Seja lá quem for o senhor

Seja lá quem for a senhora

A quem quiser me ouvir e a mim mesmo

Eu preciso dizer tudo o que eu estou dizendo agora

Preciso acreditar na comunicação

Não há melhor antídoto pra solidão

E é por isso que eu não fico satisfeito em sentir o que eu sinto

Se o que sinto fica só no meu peito

Por mais que eu seja egoísta

Aprendi a dividir minhas derrotas e minhas conquistas

Nada disso me pertence

É tudo temporário no tapete voador do calendário

Já que temos forças pra somar e dividir

Enquanto estivermos aqui

Se me ouvires cantando, canta comigo

Se me vires chorando, sorri

Tás a ver a vida como ela é?

Tás a ver a vida como tem que ser?

Tás a ver a vida como a gente quer?

Tás a ver a vida pra gente viver?

 

Nossa vida é feita

De pequenos nadas

 

Quando percebi , já era 3 da madruga. A Sereia já dormia no nosso  “romantic room “. O Surf já premiava a brasileira Luana da Silva , vice-campeã da etapa Gold Coast da WSL , assumindo como líder do ranking mundial feminino. Os homens estão bem também ...

 Fiquei me sentindo feliz , apesar de tudo o que está acontecendo no mundo. Senti fome e fui para a cozinha . Antes cobri a Sereia que dormia encolhida porque havia esfriado. Dei um carinhoso beijinho.


Fiz um delicioso mingau de Maizena , com Toddy. A fome passou e acendi um delicioso cigarrinho na janela observando o mar agitado na minha praia com maré alta de Lua cheia,

A cidade estava silenciosa (como eu gosto ) sem carros de escapamento barulhentos , como virou moda dos “ostentadores “ com seus carros esportivos importados .

O meu feriadão de Dia do Trabalho estava terminando . Fui dormir tranquilo ... em Paz ...afinal eu havia trabalhado ,

Afinal ... “A nossa vida é feita ... de pequenos nadas “ como canta o meu influencer ,,, o Pensador.

Pense nisso.

Aos meus queridos (as) leitores (leitoras) ... um fraterno e carinhoso abraço .

Do vosso Veterano Pirata Alado

 


👇Filminho Bonus para quem interessar possa . Me foi enviado pelo meu Irmão por opção

Pirataço Pilot Paulo Ferraz


Beijunda Santa 

Obrigado por isso... também 

Eu me identifiquei com o bonequinho .




segunda-feira, 27 de abril de 2026

Veterano... e o " frescobol "

 



Amigos da Pirataria Alada...meu cordial , e praiano , bons dias.


Hoje após uma caminhada praiana meditativa, resolvi enaltecer essa atividade esportiva , conhecida como : “ FRESCOBOL”.


Antes que alguém, que não conhece a atividade esportiva , me acuse de homofóbico,  esclareço que frescobol é uma atividade esportiva , normalmente , executada em praias, próximo da água onde o “ frescor” marítimo alivia o calor da atividade praiana sob o sol.

Para que não haja dúvidas,  assim o esporte é descrito pela Internet: 

O frescobol é um esporte de praia colaborativo criado no Rio de Janeiro (c. 1945), jogado com duas raquetes e uma bola de borracha, onde o objetivo é manter a bola no ar com um parceiro sem deixá-la cair. Diferente do beach tennis, não há rede ou oposição; é um jogo de parceria que queima até 400 calorias por hora, fortalecendo braços e pernas.

Dito isso , vamos a caminhada meditativa na minha praia predileta de Santos – SP.


Num dia ensolarado , fora de final de semana ou feriadão, com a praia pouco frequentada por “turistas”, observei uma dupla praticando frescobol, próximo ao canal 6 na Ponta da Praia.


Observei que as “raquetes “ usadas pela dupla eram diferenciadas daquelas de madeira que eu utilizava já há mais de 10 anos. Parei próximo observando a atividade da dupla. Percebi que um deles (mais jovem ) dominava perfeitamente a pratica esportiva. Já o outro, não tinha o total domínio mas se esforçava em devolver o “bolinha” o mais próximo possível do parceiro. Aguardei uma paralização e me aproximei do jovem e disse.


- Bom dia , desculpe interromper . Gostaria de observar a sua raquete, diferente da que sempre utilizei .

-Bom dia senhor . essa raquete é uma grande evolução técnica . Ela possui um enchimento interno que proporciona maior precisão . Se interessar , sou representante do fabricante .

- Ahh ... muito obrigado ... foi mera curiosidade . Já estou com 70 + e fora de forma .

Depois do agradecimento continuei minha caminhada observativa pensando nos bons tempos passados , onde me dedicava a atividade “frescoboliana” sempre que possível.

Nos anos 80 , encontrei o meu parceiro ideal . O Russão (meu parceiro de vida profissional alada ) que se tornou meu irmão por opção . Naqueles anos 80 , como Aviadores Navais Linces do HA-1, voávamos e embarcávamos muito e , nos tempos vagos (pelo mundo e praias afora) nos divertíamos praticando frescobol  por um motivo básico : é um esporte , não competitivo que envolve dois parceiros que adoram exercícios físicos e não competitivos, pelo contrário ... o esporte é ”colaborativo “. Nem um dos dois quer superar o outro. Os dois “jogadores” querem proporcionar a “melhor” jogada ao outro.


A dupla de Piratas Alados Linces , Russão & Barreirão, se “apresentavam” em muitas praias ... Santos , Recife, Salvador , Fortaleza , Vitória, Camboriú, Rio Grande (que eu me lembre) e algumas internacionais na Inglaterra ,  França, Argentina... e de praias da Barra da Tijuca como a do Pepê no Rio de Janeiro mais recentemente. Foram dias inesquecíveis.


Completei minha caminhada meditativa , saudoso dos bons tempos.

Durante minha vida , sempre pratiquei esportes competitivos , com algum sucesso , como já tive a oportunidade de falar sobre no meu post abaixo que , se alguém tiver curiosidade , é só clicar para conferir .

https://pirataalado.blogspot.com/2025/07/veterano-e-o-esporte-nos-anos-de-chumbo.html?m=1

Passado o feriadão de “Tiradentes “, iniciei outra caminhada meditativa e novamente encontrei o rapaz do frescobol , praticando a atividade, agora com novo parceiro. Parei e fiquei observando e percebi o novo parceiro , já de meia idade +,  se esforçando para devolver a bolinha em boas condições . Quando errava , recebia instruções do rapaz e percebi que era uma “aula prática “ da atividade. Me interessei . Numa parada me aproximei e descobri que o rapaz , Filipe Gayan , era um instrutor . Trocamos contato para que encontrássemos uma agenda que atendesse a ambos .

Voltei pra casa gostando do que havia visto e ... naturalmente , fui pesquisar quem era Filipe Gayan. (nos dias de hoje a gente deve desconfiar até da sombra , antes de fechar contrato monetizado , seja lá com quem e onde ).

Para minha grande surpresa , descobri que o Filipe Gayan é simplesmente o “ Campeão Mundial de Frescobol ! “. Nunca imaginei que o esporte colaborativo pudesse ter um Campeão Mundial . Nem imagino como isso é avaliado ... mas que o cara é bom nisso ... ah isso não tenho dúvidas .

Antes de fazer contato com ele , fiquei pensando nas oportunidades que vivi tendo contato próximo e até  sendo treinado ... por campeões mundiais .

Nos anos 60 , eu era um “rato de Interlagos” . Adorava nos finais de semana ir ao Autódromo de Interlagos, levado por um colega de ginásio , cujo pai, era associado a família Fittipaldi . Lá no Autódromo (muito antes do sucesso da Formula 1) tendo até acesso aos boxes... eu curtia ver um tal de Emerson , conduzindo os seus protótipos “Fitts” pela pista. Quis o destino que o tal Emerson se tornasse o primeiro Campeão Mundial de F1. 


Mais tarde , já na Escola Naval , quando me dediquei esportivamente  a Vela na classe olímpica  Soling (conhecido nas Olimpiadas como Iatismo ), tive a sorte de ser treinado por um multi Campeão Mundial Eric Schmidt . 


Com ele cheguei a minha primeira taça nacional  de 5° lugar no Campeonato Brasileiro de Soling em 1976. No ano seguinte , disputei pela Argentina sob comando de Jorge Pochat, o Campeonato Sulamericano de Soling 1977 , ficando em 5°lugar e recebendo o meu primeiro troféu internacional , como ” vencedor” da 7° Regata deste Campeonato. Chagamos a bater um Campeão Mundial da Classe Soling , na época , o Gastão Brun. Foi minha maior realização esportiva. Depois disso disputei como jogador de vôlei (de quadra e de praia ) algumas competições com algum sucesso , inclusive uma internacional no sul da França na liga de Provance , com meu amigo Athayde.

Com essas “orgulhosas” lembranças em mente , fiz contato com o Filipe Gayan .

Contratamos uma aula no canal 4. Pontualmente nos encontramos . Ele me forneceu uma raquete tecnológica de campeão. Iniciamos a aula . depois de meia hora gastando tempo mais catando bola do que jogando (por minha culpa) ... consegui melhorar me divertindo. Ao final estava ‘deliciosamente’ cansado ... e decidido . Este é o meu esporte predileto . Vou persistir !

Frescobol :

 Atividade física que fortifica músculos em geral (melhor que qualquer academia “puxa ferro”).

Exercita a mente em busca de rapidez de pensamento e perfeição de movimentos físicos , em ambiente aberto visualmente lindo e  “maritimamente “ ... fresco!

Sobre tudo que foi falado , para mim , é o esporte que ao invés de “disputa” , oferece “ compartilhamento “ , coisa mais do que necessária nos dias de hoje .

Para concluir gostaria de agradecer os meus queridos “parceiros de frescobol “ ao longo desta minha existência, até o momento de 70+.

Ao Russão ... meu primeiro parceiro de tantos anos . Hoje além de ” parceiraço “... é meu irmão por opção ! AD SUMUS.


Ao Filhão Denis (o marrento)...meu primogênito que adora competir esportivamente . ... ( competir é bom ... mas , às vezes , cooperar é melhor ). Orgulhoso beijo (válido também pra minha adorável  Filhota Dani ).


A minha eterna Sereia . Parceira de muitos anos ... desde o tempo de frescobol na Praia de Pernambuco no Guarujá ... além de “modelo fotográfico” do empreendimento “Beach Bag” Nivea de tempos difíceis vividos.


A todos eventuais parceiros ao longo do tempo ... e principalmente  ao meu mais novo parceiro profissional Filipe Gayan  (mestre e Campeão Mundial ). Obrigado a todos por terem contribuído pelos momentos agradáveis a beira mar .


Encerrando esse papo , eu não poderia deixar de fazer um marketing gratuito do Filipe Gayan . O cara além de fera ... é representante de uma raquete deliciosa para se jogar frescobol . A quem interessar possa  sugiro que busquem o instagran dele .

Filipe Gayan (@filipegayan)

A todos meus assíduos leitores , recomendo a prática esportiva (politicamente correta) de FRESCOBOL !

Sincero abraço à todos do

 Veterano Pirata Alado




sábado, 25 de abril de 2026

Pirata.. e o Colégio

 



Amigos da Pirataria em geral ... meu cordial Olá. 

Estamos num ano que se comemora , os 75 anos de uma entidade que  foi o meu " berço ". O Colégio onde nascem os verdadeiros " Piratas do bem Brasileiros " ... conhecido oficialmente como : 

COLÉGIO NAVAL.

Em função desta comemoração , eu , como "cria" desta instituição resolvi " piratear " um texto escrito por colegas Piratas sobre o evento que me permito transcrever autorizado pelos autores amigos Piratas.  Desfrutem o texto abaixo : 

75 anos – Uma viagem no túnel do tempo

CMG (Ref IM) Sergio Henrique Barbosa de Oliveira
Presidente da ATAC

CMG (Ref FN) Jorge de Oliveira Carlos
Vice Presidente da ATAC

CMG (Ref CA) Claudio da Costa Braga
Turma de 1971 – 1128/2128

Poxa...Jubileu de Brilhante, uau.......já se vão 75 anos do nosso Colégio Naval, nós turma, a Turma Aspirante Conde, que cursamos nos anos de 1971 a 1972.

Parece que foi ontem!!! Já se vão 55 anos quando muitos tinham completado quatorze anos e hoje, passadas essas décadas, esses não tão velhos assim, Homens do Mar, com a certeza do dever cumprido, retornam a esta bela enseada Batista das Neves. Viajar no tempo e relembrar episódios marcantes de nossas vidas, relembrar dos nossos mestres e instrutores que tiveram papel relevante em nossas formações, relembrar algumas histórias pitorescas da época e deixar registrado para a eternidade nosso texto na Revista Classis Spes.

Então, entrando no túnel do tempo, começamos com um domingo pela manhã, no início de fevereiro de 1971, aglomerados em frente ao Edifício Tamandaré aguardando o embarque em ônibus especiais fretados que nos conduziriam para o Colégio Naval. Sem percebermos, ali, começava a rotina dos nossos ônibus especiais, divididos por bairros e cidades no Rio de Janeiro, além dos que iam para São Paulo e outros Estados, por ocasião dos futuros licenciamentos.

Na chegada em Angra, tudo era novidade: o pavilhão imponente do torreão do Colégio, a recepção pelo Comandante, Oficiais e Adaptadores Alunos, a entrada no pátio interno em uma formatura meio que a “paisana”, o orgulho de ter sido aprovado em concurso tão disputado, com o brilho nos olhos de alegria e um misto de interrogação pelo que viria. 
Aos concursados do Rio de Janeiro e Niterói somaram-se

 “A Paulistada” 



e os “Aratacas”, termo carinhosamente dado aos nordestinos que somente passamos a entender um pouco mais adiante por ocasião dos licenciamentos

A partir daí tem início nossa história: começamos a conviver com pessoas dos mais diversos rincões do Brasil, com suas culturas regionais, sotaques distintos, todos imbuídos de um espírito que o tempo iria consolidar em amizades sinceras, puras e que persistem até os dias de hoje.

Poderíamos classificar como “Espírito de Corpo”. A UNIÃO, É O ALICERCE DA NOSSA TURMA QUE NOS SUSTENTA. Jargão que passou a acompanhar a Turma Aspirante Conde até os dias de hoje.

 

 
Voltando ao passado:
Tudo era novidade, a começar pelo linguajar naval: recebemos nossas “andainas de uniforme”....andainas...????, jacuba, bailéu, abrolhos, ceia e associado a ela, o famoso mate brochante e bolo aziático, bacalhau, hidráulica, caminho aéreo......enfim, um aprendizado de nomes na gíria naval que em pouco tempo estávamos familiarizados.


Falar sobre os episódios marcantes de nossas vidas com certeza extrapolaria o número de palavras desse texto, mas várias delas deixaram marcas em nossas memórias, a começar com o toque de alvorada, onde os mais sonolentos não conseguiam dormir mais um pouco, sob pena de serem “papirados” pelo OSCA em sua revista. Na “rotunda, disputar local junto ao lavabo para nossa higiene matinal era um suplício, pois sempre tinha alguém no seu “cangote” querendo ocupar o mesmo espaço.....


Após, tínhamos a formatura para o café da manhã e a seguir as salas de aulas, onde passávamos a conhecer nossos “Mestres” e a respeitá-los. Quem não se lembra da ordem de “levantai-vos” proferida pelo chefe da classe. Nossas aulas duravam até a hora do almoço, ocasião em que ao seu término, formávamos no pátio interno para, cheios de fome, irmos ao rancho, onde muitos dos seus cardápios não eram do agrado de todos. Que o diga as “iscas de fígado”, “frango atropelado” e outras culinárias de nomes que nos acompanharam em nossas carreiras.



Findado o rancho, tínhamos algumas poucas horas de lazer para colocarmos nossas tarefas em dia, cortar cabelo, cartas para as namoradas, enfermaria, fazer o rol das roupas para serem lavadas e depois apanhá-las na lavanderia. Além disso, quando calouros, tínhamos que ter o cuidado de não sermos “carteados pelos veteranos” para outras fainas avulsas.


À tarde alguns iam para o TFM e outros para o treinamento em suas respectivas equipes esportivas representativas do Colégio, ocasião em que os treinamentos permitiam uma maior aproximação do binômio calouro x veterano, possibilitando a realização de novas amizades.



Após, tínhamos a formatura do rancho para o jantar e depois o estudo obrigatório, que muitas das vezes eram suplícios para os calouros uma vez que, quando o OSCA “dava mole”, os veteranos faziam a festa nos trotes aos calouros.


Depois, ceia quando eram servidos o “mate brochante” acompanhado do bolo “aziático” ( referente a azia e não à Ásia) e por fim o esperado toque de silêncio. Era a hora do descanso para alguns, mas estudos adicionais para outros, a maioria em decorrência das rígidas exigências escolares.



Mais nem tudo eram exigências, pois logo chegavam os licenciamentos, onde nos finais de semana o Corpo de Alunos tinha a cidade de Angra a seu dispor e quinzenalmente, licenças para o Rio de Janeiro, onde residiam a maioria dos alunos. A “Paulistada”, mais complicada, por conta da distância e os Aratacas, também chamados de “Bodames”, por estarem longes de suas cidades natal só retornavam a seus lares nas férias escolares.


Sobre Angra dos Reis, cidade dos Reis Magos, acolhedora com suas águas cristalinas, baia da Ilha Grande e suas 365 ilhas, uma por dia, marcaram muito nossas memórias. 

Como não lembrar das saídas de canadenses e snipes, da praia de Aquidabã, ponto de encontro com as “Minas Angrenses”, chopinho do Bambu, bailinhos no Comercial, Vera Cruz e Farracho, sem antes comer uma pizza deliciosa na Bambina, existente até os dias de hoje.


Não lembrar dos bailes promovidos pela SAG com as escolas de Barra Mansa, Volta Redonda, Instituto de Educação do Rio de Janeiro e nosso famoso conjunto musical “Carteasom”.


As competições esportivas contra o CMRJ, EMMRJ, CSN, EN e NAE.



O tempo passando, provas e ao final encerramento do ano letivo com a simbólica e não mais importante Passagem da Cana do Leme, onde deixaríamos de ser calouros passando a condição de veteranos no ano seguinte





Após nossas férias regulamentares, 


já totalmente ambientados a rotina e vida naval, com nossos pensamentos voltados para a tão sonhada Escola Naval, recebemos os novos calouros tendo como propósito maior orientar e principalmente, com o exemplo, transmitir a nova turma os ensinamentos apreendidos, conquistados e vivenciados.


Aula , novos professores no segundo ano, mesma rotina, mais orgulhosos por sermos os “donos” do Colégio Naval. A par das brincadeiras sadias com nossos “Calouros”, éramos respeitados, sensação única que tínhamos que manter junto aos nossos superiores, pares e subordinados.

Assim, o tempo foi passando, os acontecimentos foram se repetindo na maioria das vezes, entremeados com um fato novo, como viagem de instrução a bordo do CL Tamandaré e CT Benevente, chegando então ao término do ano letivo com a certeza do dever cumprido.

 A Passagem da Cana do Leme, somado ao almoço dos 30 dias nos levava a sonhar com o tão esperado espadim, símbolo do Aspirante da Marinha de Guerra,



mas, isso é outra história, outro capítulo, pois a Turma Aspirante Conde, formada GM em 13 de dezembro de 1976, ira completar 50 anos em dezembro do corrente ano.



Obrigado! Colégio Naval, somos gratos pela formação intelectual, física e moral que nos proporcionou.
Foi Você, valorosa Instituição de Ensino Militar Naval, que forjou nosso espírito marinheiro entre outros atributos dos Homens do Mar.

Viva o Colégio Naval
Parabéns pelos seus 75 anos
Viva a Marinha
Viva o Brasil

TUDO PELA PÁTRIA
QUIRICOMBA ZEPELIN………...




Dito isso , procurei " temperar" o texto original dos meus amigos, com imagens do arquivo pessoal " piratesco alado". A razão para tal, foi aproveitar o " gancho literário " para mostrar nos dias atuais , são divulgadas algumas falácias,  sobre o período dos anos 70 de regime militar . Falam muito sobre " censura " na época... Sobre isso as imagens mostram que os " pensamentos e críticas eram LIVRES.
Por outro lado, demonstram que a vida militar enaltecia a " União " de cidadãos,  independente de raça, cor , religião, culturas regionais e seja lá qualquer opção sexual , política ou esportiva. Neste Colégio,  aprendiamos principalmente respeito, disciplina, ordem e alternativas de vivermos em sociedade com liberdade defendendo nosso enorme País.  Foi lá que conheci os meus verdadeiros irmãos...aqueles que por " opção " compartilham os mesmos " valores" morais , intelectuais e... filosóficos. Para tanto, temos que ter coragem para encarar desafios que , normalmente, a vida nos apresenta. Isso é uma " opção individual" ... não uma imposição social. Não é " fácil ".... mas é moralmente, ( não financeiramente ) ...compensadora.
Quem passou por este Colégio...tem orgulho. ( não tenho a menor dúvida). Dedico este post a todos irmãos , por opção,  que tiveram a coragem, na sua adolescência, de fazerem essa opção. 

Classis Spes




Aos queridos leitores...o sincero abraço  do

Veterano Pirata Alado.




terça-feira, 7 de abril de 2026

Veterano...e os Pilotos com Dedos

 



Amigos 
da 
Pirataria Alada

....Boa Páscoa 





Esta semana de Páscoa começando,  como sempre na Sexta Feira, independente do aspecto religioso, iniciei com uma agradável caminhada meditativa praiana. Desta feita , muito bem acompanhado da minha querida Sereia . 

A Invasão turística do feriadão,  ainda não estava totalmente concluída. Assim sendo a minha praia estava pouco frequentada , com aquela adorável brisa marinha refrescando “ corações e mentes” ( principalmente a minha ).

Depois de um “  bombardeio “ de notícias políticas de “ direitas e esquerdas “ além de acidentes aéreos ocorridos em nosso país...e notícias da Guerra do momento , na quinta-feira passada resolvi me “ distrair “ vendo a sequência da série NETFLIX , “ HOMELAND”,  que recomendo para aqueles que não tem ideia das “ consequências “ de uma Guerra, como as que estamos acompanhando “ ao vivo e a cores” pelos meios midiáticos modernos. 


Tive uma noite “ desconfortável “ no início do período Pascal. A série NETFLIX, nos faz pensar ( e perder o sono ) sobre as diferenças religiosas culturais que incentivam as guerras no Oriente Médio,  desde os tempos passados ... há  milênios. 

A queda do helicóptero Robinson na praia da Barra ( sem vítimas fatais )

e o “ quase “ acidente com um grande helicóptero de Offshore , a cerca de 30 milhas da mesma praia da Barra da Tijuca, ( sem conclusão de fatalidades , felizmente ) geraram uma série de especulações midiáticas também .


Em função destes eventos aeronáuticos,  muitos amigos consultam  o Pirata para saberem as minhas opiniões " Aladas " sugerindo que eu produza " conteúdos " para as Revistas especializadas . Foi o caso do meu amigo de turma Sérgio Henrique. Ele ativou o botão neste cérebro piratescamente alado , ja gasto pelo tempo ... e agora ,Veteranizado.

 
A noite foi difícil depois de saber que dois aviões americanos foram abatidos pelos iranianos , cujos pilotos estavam sendo resgatados por helicópteros da Marinha americana.  Um dos pilotos estava desaparecido mesmo tendo se ejetado. O Irã oferecia 60 mil dólares a qualquer  um que encontrasse o piloto americano e o entregasse as autoridades iranianas.



Como ia dizendo, a caminhada meditativa da manhã amenizou a noite mal dormida , incentivando o meu pensamento sobre tudo, junto e misturado, quando comecei a me lembrar das razões que me levaram a optar aos 15 anos de idade a ser um piloto. Assim nasceu a “ motivação “ desta historia que conto a diante. 

A noite de sexta feira acabou sendo compensada pela Torta de Limão deliciosa que a Sandra ( esposa do meu amigo Marcelo ) me presenteou depois da nossa tradicional pizza das sextas feiras , no “ cafofo” perto de casa .

A mistura de todas essas notícias; acidentes aéreos,  guerra em Ormuz,  série HOMELAND....sucesso do lançamento do foguete da nave “ Artemis II “ levando o homem para o lugar mais distante da Terra já alcançado....pizza 5 queijos ...e torta de limão ..fizeram a cabeça do Veterano Pirata Alado ...( ex Aviador Naval ateu ) brigar com o travesseiro perdendo o sono , que nem “ESTOMAZIL “ ajudou a achar ,  ou seja, mais uma noite mal dormida.

Hoje , sábado ... Aleluia ! 
Acordei auto comprometido comigo mesmo , de escrever essa estória a seguir :

Ano 1969 ... televisão preto e branco ... ligada ...e o mundo observando sem acreditar muito no que via : um homem descendo de uma nave espacial... e pisando na LUA dizendo...- “ um pequeno passo para o Homem ...um grande passo... para a Humanidade “ .
O nome daquele homem era Neil Armstrong .



 A internet assim conta sobre ele : 
Neil Alden Armstrong  (Wapakoneta, 5 de agosto de 1930 – Cincinnati, 25 de agosto de 2012) foi um engenheiro aeroespacial, aviador naval, piloto de teste, astronauta e professor norte-americano que se tornou o primeiro ser humano a pisar na Lua em 1969. Armstrong estudou engenharia na Universidade Purdue; em 1949 tornou-se aspirante da Marinha dos Estados Unidos e, no ano seguinte, formou-se aviador naval. Lutou na Guerra da Coreia a partir do porta-aviões USS Essex e depois completou seu bacharelado em engenharia; na sequência, trabalhou como piloto de testes na Estação de Voo de Alta-Velocidade da Base Aérea Edwards, voando diversas aeronaves da Série Centenária e, por sete vezes, no North American X-15. Também participou de dois programas espaciais concebidos pela Força Aérea: Man in Space Soonest e X-20 Dyna-Soar.

Eu, em 1969 , nascido há 15 anos, numa Base Aérea assistindo aquela cena do homem na Lua, espectador assíduo das séries americanas da época tipo “Perdidos no Espaço” e leitor assíduo de “gibis” do Super Homem , pensei calado : 
- É isso que quero ser , não Super Homem , mas alguém que voa ... e pode chegar na Lua ! (isso sim é ser LIVRE). 

Ato contínuo olhei para meu pai e disse :

- Pai ... vou me inscrever no concurso para EPCAR  (Escola Preparatória de Cadetes da Aeronáutica ).

- Você vai ser o que quiser ... menos Piloto da Aeronáutica “. Disse meu pai sem nenhuma outra explicação.

- Tá bom , ... já sei Pirata ! Você vai contar essa estória de novo ?. Dirão meus caros leitores em uníssono !

Não ... Não vou . Isto é só um “gancho “ para contar essa outra  ... filosofia da última caminhada meditativa  praiana ... deste período” Pascal” do Veterano . Fiquem tranquilos .

A caminhada ocorreu tranquila a beira mar mas,  o pensamento me transportou  aos acidentes aéreos.  Me lembrei de um artigo publicado na revista BISAFO ( Boletim Informativo de Aviação  em Foco ) em 1987. O título do artigo é " Pane de Dedo " , onde defendo a minha particular teoria sobre o assunto . Para quem quiser saber detalhes ofereço essas fotos abaixo.


Como já contei várias vezes , cumprindo a determinação do meu pai , não me tornei Piloto da Aeronáutica...mas orgulhosamente consegui me tornar Piloto ...da Marinha!

Exerci variadas funções e fiz vários cursos teóricos e treinamentos práticos na Aviação Militar... obtendo alguma experiência nessa atividade que me preparou para uma possível, mas  pouco provável, Guerra como brasileiro nato. ... durante os 30 anos que estive na ativa da Marinha. 

Em função disso imaginei a dificuldade que o Piloto americano abatido em voo, ejetado e sobrevivente em território inimigo e totalmente hostil culturalmente. Senti pena do Piloto companheiro de atividade. 

Uma enorme operação de resgate foi executada con sucesso. O Piloto foi resgatado. 

Admirando o mar que refrescava meus pés , imaginei o Piloto carioca que pousou o restrito helicóptero Robinson em auto rotação em local apropriado para a emergência,  não causando nenhum dano físico nem aos passageiros e nem aos frequentadores da praia. Parabéns ao experiente e treinado Piloto.

Já ao outro quase acidente com o grande helicóptero offshore nada posso afirmar, mas o conhecimento sobre esta atividade de aviação  comercial me leva a pensar sobre uma " possível " Pane de Dedo ". Os filmes que capturaram a atitude da Aeronave e a proximidade em altitude da superfície marítima me levam a considerar essa possibilidade. O CENIPA ( Centro Nacional de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos) responsável pela análise do " incidente " certamente apontará os fatores contribuintes para esta ocorrência .

Uma coisa eu não tenho dúvida nos dois casos ... treinamento é " fundamental" ( mesmo custando caro) . Seja pouso em auto rotações de fato , como simuladores de voo por instrumentos ( IFR ) nos grandes e automatizados helicópteros do Off Shore. Pilotar um desses helicópteros " na mão " ( sem piloto automático) salva vidas ... e deve ser treinado para o caso de uma emergência.. ou uma " Pane de Dedo ".  Famosos  acidentes como o da Air France sobre o Oceano Atlântico falam por mim.

Dedos são muito importantes. Servem para muitas atividades , sócio , cultural , esportivas religiosas ... e profissionais.  No entanto , para Pilotos em geral , são extremamente importantes ( quando bem treinados) quando as máquinas e o automatismo falham. São exigidos pelo cérebro com eficiência , rapidez e precisão, caso contrário,  podem piorar a situação. 

Assim chego ao final da minha meditação praiana olhando para o céu que , para a Aviação Naval , nada mais é que... o " Teto do Mar " e me reporto a nave Artemis II e seus Pilotos e simples tripulantes. Sinto uma inveja boa ( se isso é possível). Gostaria de estar lá. 



 Cheguei a me candidatar quando o Brasil iniciou seu processo de seleção para um Piloto brasileiro fosse preparado para um dia ter esse privilégio de voar mais longe do que a nossa atmosfera terrestre. Eu tinha os requisitos exigidos : Ser um piloto militar da ativa, eu era. Ter bacharelado de engenharia mecânica,  eu tenho. Requisitos fisicos e de saúde,  eu tinha. Faltava a aprovação psicotencnica feita pela Aeronáutica.  Não fui aprovado. Acho que a farda branca da Marinha deve ser um fator que interfere psicologicamente quando analisado por fardas azuis da Aeronáutica. Acho que meu pai tinha razão quando me " proibiu" de prestar concurso pra a EPCAR.
Infelizmente o nosso foguete , nunca subiu e o nosso piloto astronauta,  precisou alugar um Uber russo para dar uma volta no espaço de passageiro , para ficar famoso , sair da Aeronáutica,  e virar Político Professional ganhando bem com essa nova atividade.

Armstrong era Piloto da Marinha americana e foi o primeiro homem a pisar na Lua.

Que me desculpem aqueles que não curtem a Pirataria Alada .... mas não basta ser Piloto....pra ser Piloto Top Gun ....tem que ser Piloto da Marinha....kkk

Se for piloto de Super Lynx.. melhor ainda



Sempre lembrando que : 

" Dedo é uma coisa tão importante ... que seu PODER ... não pode cometer erros. As vezes ... VIDAS podem estar em jogo " 




Kkkkk

😇

Um carinhoso beijo no coração de todos ( as) leitores ( as ) pilotos (ou não) Sereias ( ou não)

Do eterno Veterano Pirata ( Lince) Alado