sábado, 9 de maio de 2026

Pirata ... e o HA-1

 


Amigos da Pirataria Alada...
"Arriba, abajo, al centro, adentro"
HA.... Arrrrr


Há 48 anos nascia o ° Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque Anti Submarinos (HA-1). Com o passar do tempo ele perdeu o especifico “Anti- Submarino “ para se tornar “esclarecedor e predador” de qualquer inimigo que ousasse  causar ameaça aos nosso enorme país.

Hoje posso garantir que essa unidade aérea militar marcou minha existência como cidadão , quando tive a sorte de ser direcionado para fazer parte deste “privilegiado “ grupo . Isso ocorreu há 46 anos. A partir daí , tudo o que ocorreu nestes últimos 46 anos moldaram , tanto minha vida profissional , como minha vida privada.

São muitas fases marcantes e muitas lembranças que geraram momentos inesquecíveis comprovadas por imagens fotográficas ou imaginadas pela IA (Inteligência Artificial)... e é dessa forma que pretendo contar esta história :

Era uma vez um Primeiro Tenente da Marinha do Brasil , que depois de ter se tornado Aviador Naval , foi indicado para servir no (na época)” temível HA-1”.



Temível porque operava desde sua criação os helicópteros Westland Lynx WG 13 Lynx.(SAH-11) . Essas aeronaves eram “quase” um protótipo com vários problemas . Eram moderníssimas para época . Eram equipadas com equipamentos eletrônicos pouco conhecidos por nós e motores únicos Rolls Royce GEN 2. Os problemas de manutenção se avolumavam , desde rachadura de para-brisas em voo , vazamentos de óleos e fluidos em várias situações e principalmente “apagamentos “de motores em voo . Daí o adjetivo de “temível” do HA-1.

Me apresentei no Esquadrão e fui indicado a aguardar na antessala da Câmara do Comandante. Quando lá cheguei havia um Capitão de Corveta sentado aguardando , também para ser apresentado ao Comandante Frederico ( primeiro Comandante do Esquadrão) .
Reconheci o Corveta ao meu lado e me emocionei. Ele era uma “lenda” perante os jovens pilotos recém-formados como eu . No pouco tempo que ficamos na espera o constrangedor silêncio foi quebrado por mim .

- Comandante ... eu conheço o Senhor do Castelinho , quando eu era Aspirante da Escola Naval , e via o senhor sempre sentado sozinho numa mesa e nunca tive coragem de me aproximar . Sabia que o senhor era uma lenda e sempre quis ser como o Senhor . Um Aviador Naval ...e agora estou sentado ao seu lado para servir sob suas ordens como meu Imediato.

 Ele se emocionou e quando agradeceu e ia falar algo ... a porta da Câmara se abriu e fomos convidados pelo Comandante Frederico a entrar e nos apresentarmos formalmente .

Foi uma apresentação rápida e saímos cada qual pra conhecer suas funções.
Eu, como mais moderno oficial fui designado para o Departamento de Administração ( ou seja, cuidaria de papelada burocrática). Confesso que não gostei.

Iniciei rapidamente o ground scool daquela aeronave “ perigosa “. Ao longo das aulas teóricas comecei a gostar daquela “ máquina “ . Melhor que a máquina, conheci aqueles pilotos colegas , cada qual, com suas preocupações ( que não eram poucas ) mas comecei a perceber que todos se orgulhavam de pertencer àquele Esquadrão “ diferenciado” em relação aos outros. Os desafios operativos e de manutenção os distinguiam na “ macega”.
Durante os voos de qualificação,  aprendi com os " mestres" instrutores ( cada qual com sua característica particular) a dominar aquela " fera mecânica alada" ). As reações rápidas, as manobras evasivas radicais, a atenção aos instrumentos noturnos a baixa altitude em voos rasantes sobre o mar .. e os pousos a bordo de navios balançantes em mares bravios.
Era uma atividade emocionante e de precisão. 

O , recém assumido, Imediato usava o seu macacão ajustado que o deixava mais ... elegante. Logo assumiria o Comando interino até a chegada do novo Comandante.

Muitas coisas se passaram ,muitos embarques mesmo com dificuldade de manutenção e alguns incidentes por apagamento de motores.

 Muitos mais antigos desembarcaram sendo substituídos por outros oficiais mais antigos que eu , indicados pelo Comandante interino. Fui qualificado como piloto de teste e remanejado para a Divisão de Material ( com todos seus problemas logísticos ) . Foi uma grande escola administrativa pra mim . Acabei voando muito e aprendendo muito.

Alguns pilotos desembarcaram por contingência de carreira e alguns em busca de melhor remuneração na vida civil. 
O novo Comandante chegou , e o Comandante Interino voltou a ser Imediato. Vivíamos o período auge dos problemas da nossa “ máquina de guerra “. O novo Comandante, vindo da Inglaterra , tomou uma corajosa decisão: parar  as atividades operativas e aguardar soluções técnicas do fabricante visando a confiabilidade dos motores. Assim foi feito e em paralelo adotamos a configuração de DAE ( Destacamento Aéreo Embarcado ) no padrão semelhante aos usados na inglesa Royal Navy. Funcionou por algum tempo, mas se mostrou impossível de ser implantada na Marinha do Brasil pela dificuldade de prover a logística semelhante aos ingleses.
O meu 3* DAE foi marcante nessa época.  Era um time que jogava por música, com integrantes de altíssimo nível.

Os “apagamentos” de motores continuaram. Depois de cerca de 3 anos , deixei de ser o “ mais moderno aviador do Esquadrão”. Assumi a Divisão de Controle de Qualidade , e cursei o CENIPA e assumi como Oficial de Segurança de Aviação, infelizmente logo após o primeiro acidente com uma de nossas 9 aeronaves SAH- 11. A aeronave fora arrancada do convés da Fragata Niterói, numa tempestade marítima por uma onda demasiadamente poderosa numa noite complicada , no través do Cabo de Santa Marta da costa Catarinense. Os três tripulantes, foram milagrosamente resgatados com poucos danos , mas Netuno ficou com o nosso Lynx 3020 , naquele mar revolto noturno.

O tempo passou rápido, muitos embarques e voos, foram realizados , alguns apagamento de motores ocorreram com pousos em emergência com sucesso realizados inclusive a bordo em períodos noturnos.

Em 1986, fui enviado para França , para minha surpresa, para receber aeronaves na Aerospatiale e testar o concorrente ( Dauphin Naval), na concorrência para substituição dos SAH-11.

O Dauphin foi reprovado e a concorrência foi vencida pelo Super Lynx , que viria a ser conhecido como AH-11 A.



Depois de 2 anos na França e mais 2 na DAerM, fui enviado para ser Encarregado da formação de pilotos da Marinha e do Exército, ( a minha revelia ) no CIAAN ( Centro de Instrução e Adestramento da Aviação Naval). Continuei voando no HA-1, agora como “ pé preto”( oficial extra Esquadrão, mas qualificado no modelo SAH-11 ). Foram mais 2 anos , quando distante das obrigações administrativas , estava disponivel servindo operativamente ao HA-1.


Fui cursar na EGN ( Escola de Guerra Naval ). Já formado fui enviado para ser GDT ( Grupo de Desenvolvimento de Tática) do Comando da Força Aeronaval. Foi mais um ano como “ pé preto” do que, sempre considerei egoisticamente o " meu Esquadrão “. Nessa época, juntamente com um amigo Engenheiro Naval, desenvolvemos o “ envelope de pouso para os Lynx , nas novíssimas Corvetas classe Inhaúma , fabricadas no Brasil.



Por uma série de motivos, 1 ano depois fui enviado para Brasília, para ser o Aviador da Marinha, no Estado Maior do COMDABRA ( Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro) , novamente a minha revelia. Foram mais 2 anos distantes do “ meu “ Esquadrão . A saudade , me inspirou a resgatar das profundezas abissais a “Lenda do Sangue do Lince “ que ajuda a fortalecer a atitude de novos Linces.

Cumprida a minha missão depois de 2 anos , em Brasília, pedi para ser enviado para São Paulo ( meu Estado de nascença).

Fui atendido pelo Ministro Mauro César, ex-comandante da Fragata Independência, que havia me recolhido em emergência, por duas vezes , mono motor por apagamento de um dos GEN 2, problemáticos ( uma diurno e outra noturno... as duas sem danos materiais ou humanos). Nós , o Ministro e eu , já nos conhecíamos em situações de emergências . Pedi a ele minha transferência para São Paulo , por motivos particulares . Ele me atendeu .
Foram dois ano na Capitania dos Portos de São Paulo , com sede em Santos.


Foi uma missão espinhosa , acumulando tarefas de fiscalizações diversas . Como Polícia Naval, implantei a fiscalização aérea feita por helicópteros durante os períodos críticos de verão. Foi um grande sucesso na época para desespero dos infratores .

De Santos , finalmente com missão cumprida, fui enviado de volta para o “ meu “ Esquadrão. Agora de fato “ meu “ Esquadrão, como seu Comandante.!

Foi 1 ano incomparável . Tudo deu certo. Assumi recebendo 14 Super Lynx, novíssimos AH- 11 A . Muitos embarques, muitas horas de voo e uma tripulação selecionadíssima, ( inclusive alguns Aviadores de quem eu havia sido encarregado da formação no CIAAN), além de ter um 1° Escudeiro (Imediato) fiel amigo de tantos voos anteriores.

Recebi o Comando do meu verdadeiro irmão Russão. Tive a sorte, por ter comandado sem haver nenhuma perda material ou humana , nesta atividade de alto risco. 

Nessa época tive a oportunidade, de inaugurar o Heliponto, do 8 Distrito Naval, na minha cidade natal, São Paulo. 


Pude representar o meu Esquadrão da Marinha oficialmente, na Formatura de primeiro ano do meu filho Denis, no ITA, no comando do Super Lynx N – 4001, pousando no CTA ( Centro Tecnológico Aeronáutico) em São José dos Campos. 

Comemorei os 20 anos do HA-1 , ao lado da minha Sereia , depois de uma formatura histórica em voo com 5 Lynx e mais 4 embarcados.

Passei o meu Esquadrão para outro amigo Lince de primeira linha , como se fosse o meu filho . Me emocionei ao cumprimentar cada um daqueles militares e civis que estiveram sob minha responsabilidade.


Fui enviado para outro desafio em São Paulo. Administrar o projeto militar mais importante do País, o desenvolvimento da tecnologia de um Submarino movido a energia nuclear . Lá, depois de um ano , percebi que estava profissionalmente realizado, e que não me curvaria aos desmandos políticos emitidos por um “ politico” incompetente nomeado para ser o Ministro da Defesa. Estava pronto para pegar o meu chapéu e pendurar a farda ( e macacão de voo) .

Assim fiz, com a sensação do dever cumprido e com orgulho de ter Comandado a unidade militar de elite, reconhecida internacionalmente como

A Toca dos Linces Brasileiros...o HA-1.


Na vida civil , completei minha satisfação, depois de ser contratado por um civil competente , cuja referência principal para me contratar era que eu possuía a cara do Lince incrustrada no coração...eu era um ... Lince (não tenho dúvidas sobre isso) .


A todos que tiveram o privilégio de servirem , nessa unidade de elite aeronaval brasileira , independente de posto, graduação , militares ou civis e a todos aqueles que de alguma forma contribuíram nestes 48 anos para nos orgulharmos do resultado que podemos ostentar hoje . 
Devemos isso , também , àqueles que nos deixaram e partiram para as estrelas que nos observam e nos guardam.

Parabéns pelos 48 anos do “NOSSO” HA-1



“ Invenire Hostem et Delere",

A nossa verdadeira "Lenda Viva "

Almirante Frederico, primeiro Comandante do HA-1 , que forjou nosso ambiente profissional , meu particular, agradecimento.


A todos os outros Linces, independentes de títulos, postos , graduações ou tipo de atividades, meu agradecimento pela amizade e ensinamentos transmitidos de forma fraterna.

Parabéns a todos que escreveram, escrevem ou virão a escrever a história do 

NOSSO
HA-1 

Vida longa a ele...

 Sem a influência e convivência com todos jamais existiria o .....

Pirata Alado



Fraterno abraço...a todos 



segunda-feira, 4 de maio de 2026

Veterano ... no Dia do Trabalho.



Amigos da Pirataria Alada... meu cordial " bom dia companheiros" ( assim se cumprimentam os "trabalhadores" )

 

 Já os vagabundos Veteranos Piratas , assim se cumprimentam ... - Diz aí parceiro. Tenha um bom dia e curta a vida.

 

Com essa dúvida no pensamento : 

Sou um trabalhador escritor .. ou um vagabundo convicto ? 


Comecei a madrugada de domingo no último feriadão dedicado aos trabalhadores.

A chuva típica da época,  espantou a " turistada" antecipando o regresso deixado a minha Santos mais tranquila.

A tarde tranquila com pouco movimento nas ruas e sem barulho das obras do " boom imobiliário " ofereciam um programa televisivo ao lado Sereia . Variamos entre esporte ( Fórmula 1 em Miami e Show da Shakira gravado em Copacabana).

O brasileiro Bortoleto ficou em 12° e o show da Shakira , não foi todo gravado porque ela atrasou .

A noite chegou e resolvi trabalhar um pouco , tipo " home office", que está na moda.

- Mas ... " trabalhar num domingo Pirata"?

Perguntaram os caros leitores.

- Sim , para homenagear os Dia dos Trabalho que , os trabalhadores não trabalham porque é feriado ! Responderia o Veterano Pirata.

Comecei trabalhando na produção de “conteúdo “ para a coluna “ Direto do Convoo “ publicada na RFA (Revista da Força Aérea ) assinada pelo meu amigo Comandante Barreira. Ele é trabalhador preguiçoso e pede que o Pirata produza o material que ele assina .

- Pode isso Arnaldo ? Perguntam ...e o Arnaldo responderia (se pudesse)

- Pode sim , afinal Pirata e Barreira se confundem , às vezes . Além disso o Pirata , mesmo Veterano sempre trabalhou 365 dias por ano , 7 dias por semana e 24 horas por dia sem reclamar , de comum acordo , com o “empregador” o tal de Beto.

 Aliás , aproveitando o  carreto , o tal de Beto aniversaria em 1 de Maio ( até no aniversário ele costuma trabalhar ). Parabéns, Chefe Beto ! Abraço do Pirata .

Dito isso , continuei na labuta “home office” enquanto a Sereia curtia a série “Machos Alfa “da NETFLIX... no nosso “ romantic room”.

 


Eu, aguardava a transmissão da WSL em Gold Coast da Austrália (campeonato mundial de Surf , onde os brasileiros se destacam com a conhecida “Brazilian Storm”. Quando faço isso, prefiro tirar o som da Tv , preferindo ouvir musica no fone de ouvido a minha coleção preferida no Spotfy. Ao mesmo tempo curtindo as imagens paradisíacas das praias , que muitas , eu conheço na ativa da Pirataria Alada. Este era o caso da Surfers Paradise , na Gold Coast Australiana.

 


Enquanto a competição iniciava na TV , no meu fone de ouvido comecei a escutar  o funk rítmico dançante “tás a ver “ do Gabriel Pensador  ... meu influencer  musical .

A conjunção de imagem da tv e som do fone ouvido me fizeram viajar na mente para outros tempos .

Reproduzo a letra do Pensador :

 

Tás a ver o que eu estou a ver?

Tás a ver estás a perceber?

Tás a ouvir o que eu estou a dizer?

Tás a ouvir estás a perceber?

 

Eu tenho visto tanta coisa nesse meu caminho

Nessa nossa trilha que eu não ando sozinho

Tenho visto tanta coisa tanta cena

Mais impactante do que qualquer filme de cinema

E se milhares de filmes não traduzem nem reproduzem

A amplitude do que eu tenho visto

Não vou mentir pra mim mesmo acreditando

Que uma música é capaz de expressar tudo isso

Não vou mentir pra mim mesmo acreditando

Mas eu preciso acreditar na comunicação

Mas eu preciso acreditar na...

Não há melhor antídoto pra solidão

E é por isso que eu não fico satisfeito

Em sentir o que eu sinto

Se o que eu sinto fica só no meu peito

Por mais que eu seja egoísta

Aprendi a dividir as emoções e os seus efeitos

Sei que o mundo é um novelo uma só corrente

Posso vê-lo por seus belos elos transparentes

Mudam cores e valores, mas tá tudo junto

Por mais que eu saiba eu ainda pergunto


Tás a ver a vida como ela é?

Tás a ver a vida como tem que ser?

Tás a ver a vida como a gente quer?

Tás a ver a vida pra gente viver?

 

Nossa vida é feita

De pequenos

 

Tás a ver a linha do horizonte?

A levitar, a evitar que o céu se desmonte

Foi seguindo essa linha que notei que o mar

Na verdade, é uma ponte

Atravessei e fui a outros litorais

E no começo eu reparei nas diferenças

Mas com o tempo eu percebi

E cada vez percebo mais

Como as vidas são iguais

Muito mais do que se pensa

Mudam as caras

Mas todas podem ter as mesmas expressões

Mudam as línguas, mas todas têm

Suas palavras carinhosas e os seus calões

As orações e os deuses também variam

Mas o alívio que eles trazem vem do mesmo lugar

Mudam os olhos e tudo que eles olham

Mas quando molham todos olham com o mesmo olhar

Seja onde for uma lágrima de dor

Tem apenas um sabor e uma única aparência

A palavra saudade só existe em português

Mas nunca faltam nomes se o assunto é ausência

A solidão apavora, mas a nova amizade encoraja

E é por isso que a gente viaja

Procurando um reencontro uma descoberta

Que compense a nossa mais recente despedida

Nosso peito muitas vezes aperta

Nossa rota é incerta

Mas o que não incerto na vida?

Tás a ver a vida como ela é?

Tás a ver a vida como tem que ser?

Tás a ver a vida como a gente quer?

Tás a ver a vida pra gente viver?

Nossa vida é feita

De pequenos nadas

A vida é feita de pequenos nadas

Que a gente saboreia, mas não dá valor

Um pensamento, uma palavra, uma risada

Uma noite enluarada ou um sol a se pôr

Um bom dia, um boa tarde, um por favor

Simpatia é quase amor

Uma luz acendendo, uma barriga crescendo

Uma criança nascendo, obrigado senhor

Seja lá quem for o senhor

Seja lá quem for a senhora

A quem quiser me ouvir e a mim mesmo

Eu preciso dizer tudo o que eu estou dizendo agora

Preciso acreditar na comunicação

Não há melhor antídoto pra solidão

E é por isso que eu não fico satisfeito em sentir o que eu sinto

Se o que sinto fica só no meu peito

Por mais que eu seja egoísta

Aprendi a dividir minhas derrotas e minhas conquistas

Nada disso me pertence

É tudo temporário no tapete voador do calendário

Já que temos forças pra somar e dividir

Enquanto estivermos aqui

Se me ouvires cantando, canta comigo

Se me vires chorando, sorri

Tás a ver a vida como ela é?

Tás a ver a vida como tem que ser?

Tás a ver a vida como a gente quer?

Tás a ver a vida pra gente viver?

 

Nossa vida é feita

De pequenos nadas

 

Quando percebi , já era 3 da madruga. A Sereia já dormia no nosso  “romantic room “. O Surf já premiava a brasileira Luana da Silva , vice-campeã da etapa Gold Coast da WSL , assumindo como líder do ranking mundial feminino. Os homens estão bem também ...

 Fiquei me sentindo feliz , apesar de tudo o que está acontecendo no mundo. Senti fome e fui para a cozinha . Antes cobri a Sereia que dormia encolhida porque havia esfriado. Dei um carinhoso beijinho.


Fiz um delicioso mingau de Maizena , com Toddy. A fome passou e acendi um delicioso cigarrinho na janela observando o mar agitado na minha praia com maré alta de Lua cheia,

A cidade estava silenciosa (como eu gosto ) sem carros de escapamento barulhentos , como virou moda dos “ostentadores “ com seus carros esportivos importados .

O meu feriadão de Dia do Trabalho estava terminando . Fui dormir tranquilo ... em Paz ...afinal eu havia trabalhado ,

Afinal ... “A nossa vida é feita ... de pequenos nadas “ como canta o meu influencer ,,, o Pensador.

Pense nisso.

Aos meus queridos (as) leitores (leitoras) ... um fraterno e carinhoso abraço .

Do vosso Veterano Pirata Alado

 


👇Filminho Bonus para quem interessar possa . Me foi enviado pelo meu Irmão por opção

Pirataço Pilot Paulo Ferraz


Beijunda Santa 

Obrigado por isso... também 

Eu me identifiquei com o bonequinho .




segunda-feira, 27 de abril de 2026

Veterano... e o " frescobol "

 



Amigos da Pirataria Alada...meu cordial , e praiano , bons dias.


Hoje após uma caminhada praiana meditativa, resolvi enaltecer essa atividade esportiva , conhecida como : “ FRESCOBOL”.


Antes que alguém, que não conhece a atividade esportiva , me acuse de homofóbico,  esclareço que frescobol é uma atividade esportiva , normalmente , executada em praias, próximo da água onde o “ frescor” marítimo alivia o calor da atividade praiana sob o sol.

Para que não haja dúvidas,  assim o esporte é descrito pela Internet: 

O frescobol é um esporte de praia colaborativo criado no Rio de Janeiro (c. 1945), jogado com duas raquetes e uma bola de borracha, onde o objetivo é manter a bola no ar com um parceiro sem deixá-la cair. Diferente do beach tennis, não há rede ou oposição; é um jogo de parceria que queima até 400 calorias por hora, fortalecendo braços e pernas.

Dito isso , vamos a caminhada meditativa na minha praia predileta de Santos – SP.


Num dia ensolarado , fora de final de semana ou feriadão, com a praia pouco frequentada por “turistas”, observei uma dupla praticando frescobol, próximo ao canal 6 na Ponta da Praia.


Observei que as “raquetes “ usadas pela dupla eram diferenciadas daquelas de madeira que eu utilizava já há mais de 10 anos. Parei próximo observando a atividade da dupla. Percebi que um deles (mais jovem ) dominava perfeitamente a pratica esportiva. Já o outro, não tinha o total domínio mas se esforçava em devolver o “bolinha” o mais próximo possível do parceiro. Aguardei uma paralização e me aproximei do jovem e disse.


- Bom dia , desculpe interromper . Gostaria de observar a sua raquete, diferente da que sempre utilizei .

-Bom dia senhor . essa raquete é uma grande evolução técnica . Ela possui um enchimento interno que proporciona maior precisão . Se interessar , sou representante do fabricante .

- Ahh ... muito obrigado ... foi mera curiosidade . Já estou com 70 + e fora de forma .

Depois do agradecimento continuei minha caminhada observativa pensando nos bons tempos passados , onde me dedicava a atividade “frescoboliana” sempre que possível.

Nos anos 80 , encontrei o meu parceiro ideal . O Russão (meu parceiro de vida profissional alada ) que se tornou meu irmão por opção . Naqueles anos 80 , como Aviadores Navais Linces do HA-1, voávamos e embarcávamos muito e , nos tempos vagos (pelo mundo e praias afora) nos divertíamos praticando frescobol  por um motivo básico : é um esporte , não competitivo que envolve dois parceiros que adoram exercícios físicos e não competitivos, pelo contrário ... o esporte é ”colaborativo “. Nem um dos dois quer superar o outro. Os dois “jogadores” querem proporcionar a “melhor” jogada ao outro.


A dupla de Piratas Alados Linces , Russão & Barreirão, se “apresentavam” em muitas praias ... Santos , Recife, Salvador , Fortaleza , Vitória, Camboriú, Rio Grande (que eu me lembre) e algumas internacionais na Inglaterra ,  França, Argentina... e de praias da Barra da Tijuca como a do Pepê no Rio de Janeiro mais recentemente. Foram dias inesquecíveis.


Completei minha caminhada meditativa , saudoso dos bons tempos.

Durante minha vida , sempre pratiquei esportes competitivos , com algum sucesso , como já tive a oportunidade de falar sobre no meu post abaixo que , se alguém tiver curiosidade , é só clicar para conferir .

https://pirataalado.blogspot.com/2025/07/veterano-e-o-esporte-nos-anos-de-chumbo.html?m=1

Passado o feriadão de “Tiradentes “, iniciei outra caminhada meditativa e novamente encontrei o rapaz do frescobol , praticando a atividade, agora com novo parceiro. Parei e fiquei observando e percebi o novo parceiro , já de meia idade +,  se esforçando para devolver a bolinha em boas condições . Quando errava , recebia instruções do rapaz e percebi que era uma “aula prática “ da atividade. Me interessei . Numa parada me aproximei e descobri que o rapaz , Filipe Gayan , era um instrutor . Trocamos contato para que encontrássemos uma agenda que atendesse a ambos .

Voltei pra casa gostando do que havia visto e ... naturalmente , fui pesquisar quem era Filipe Gayan. (nos dias de hoje a gente deve desconfiar até da sombra , antes de fechar contrato monetizado , seja lá com quem e onde ).

Para minha grande surpresa , descobri que o Filipe Gayan é simplesmente o “ Campeão Mundial de Frescobol ! “. Nunca imaginei que o esporte colaborativo pudesse ter um Campeão Mundial . Nem imagino como isso é avaliado ... mas que o cara é bom nisso ... ah isso não tenho dúvidas .

Antes de fazer contato com ele , fiquei pensando nas oportunidades que vivi tendo contato próximo e até  sendo treinado ... por campeões mundiais .

Nos anos 60 , eu era um “rato de Interlagos” . Adorava nos finais de semana ir ao Autódromo de Interlagos, levado por um colega de ginásio , cujo pai, era associado a família Fittipaldi . Lá no Autódromo (muito antes do sucesso da Formula 1) tendo até acesso aos boxes... eu curtia ver um tal de Emerson , conduzindo os seus protótipos “Fitts” pela pista. Quis o destino que o tal Emerson se tornasse o primeiro Campeão Mundial de F1. 


Mais tarde , já na Escola Naval , quando me dediquei esportivamente  a Vela na classe olímpica  Soling (conhecido nas Olimpiadas como Iatismo ), tive a sorte de ser treinado por um multi Campeão Mundial Eric Schmidt . 


Com ele cheguei a minha primeira taça nacional  de 5° lugar no Campeonato Brasileiro de Soling em 1976. No ano seguinte , disputei pela Argentina sob comando de Jorge Pochat, o Campeonato Sulamericano de Soling 1977 , ficando em 5°lugar e recebendo o meu primeiro troféu internacional , como ” vencedor” da 7° Regata deste Campeonato. Chagamos a bater um Campeão Mundial da Classe Soling , na época , o Gastão Brun. Foi minha maior realização esportiva. Depois disso disputei como jogador de vôlei (de quadra e de praia ) algumas competições com algum sucesso , inclusive uma internacional no sul da França na liga de Provance , com meu amigo Athayde.

Com essas “orgulhosas” lembranças em mente , fiz contato com o Filipe Gayan .

Contratamos uma aula no canal 4. Pontualmente nos encontramos . Ele me forneceu uma raquete tecnológica de campeão. Iniciamos a aula . depois de meia hora gastando tempo mais catando bola do que jogando (por minha culpa) ... consegui melhorar me divertindo. Ao final estava ‘deliciosamente’ cansado ... e decidido . Este é o meu esporte predileto . Vou persistir !

Frescobol :

 Atividade física que fortifica músculos em geral (melhor que qualquer academia “puxa ferro”).

Exercita a mente em busca de rapidez de pensamento e perfeição de movimentos físicos , em ambiente aberto visualmente lindo e  “maritimamente “ ... fresco!

Sobre tudo que foi falado , para mim , é o esporte que ao invés de “disputa” , oferece “ compartilhamento “ , coisa mais do que necessária nos dias de hoje .

Para concluir gostaria de agradecer os meus queridos “parceiros de frescobol “ ao longo desta minha existência, até o momento de 70+.

Ao Russão ... meu primeiro parceiro de tantos anos . Hoje além de ” parceiraço “... é meu irmão por opção ! AD SUMUS.


Ao Filhão Denis (o marrento)...meu primogênito que adora competir esportivamente . ... ( competir é bom ... mas , às vezes , cooperar é melhor ). Orgulhoso beijo (válido também pra minha adorável  Filhota Dani ).


A minha eterna Sereia . Parceira de muitos anos ... desde o tempo de frescobol na Praia de Pernambuco no Guarujá ... além de “modelo fotográfico” do empreendimento “Beach Bag” Nivea de tempos difíceis vividos.


A todos eventuais parceiros ao longo do tempo ... e principalmente  ao meu mais novo parceiro profissional Filipe Gayan  (mestre e Campeão Mundial ). Obrigado a todos por terem contribuído pelos momentos agradáveis a beira mar .


Encerrando esse papo , eu não poderia deixar de fazer um marketing gratuito do Filipe Gayan . O cara além de fera ... é representante de uma raquete deliciosa para se jogar frescobol . A quem interessar possa  sugiro que busquem o instagran dele .

Filipe Gayan (@filipegayan)

A todos meus assíduos leitores , recomendo a prática esportiva (politicamente correta) de FRESCOBOL !

Sincero abraço à todos do

 Veterano Pirata Alado




sábado, 25 de abril de 2026

Pirata.. e o Colégio

 



Amigos da Pirataria em geral ... meu cordial Olá. 

Estamos num ano que se comemora , os 75 anos de uma entidade que  foi o meu " berço ". O Colégio onde nascem os verdadeiros " Piratas do bem Brasileiros " ... conhecido oficialmente como : 

COLÉGIO NAVAL.

Em função desta comemoração , eu , como "cria" desta instituição resolvi " piratear " um texto escrito por colegas Piratas sobre o evento que me permito transcrever autorizado pelos autores amigos Piratas.  Desfrutem o texto abaixo : 

75 anos – Uma viagem no túnel do tempo

CMG (Ref IM) Sergio Henrique Barbosa de Oliveira
Presidente da ATAC

CMG (Ref FN) Jorge de Oliveira Carlos
Vice Presidente da ATAC

CMG (Ref CA) Claudio da Costa Braga
Turma de 1971 – 1128/2128

Poxa...Jubileu de Brilhante, uau.......já se vão 75 anos do nosso Colégio Naval, nós turma, a Turma Aspirante Conde, que cursamos nos anos de 1971 a 1972.

Parece que foi ontem!!! Já se vão 55 anos quando muitos tinham completado quatorze anos e hoje, passadas essas décadas, esses não tão velhos assim, Homens do Mar, com a certeza do dever cumprido, retornam a esta bela enseada Batista das Neves. Viajar no tempo e relembrar episódios marcantes de nossas vidas, relembrar dos nossos mestres e instrutores que tiveram papel relevante em nossas formações, relembrar algumas histórias pitorescas da época e deixar registrado para a eternidade nosso texto na Revista Classis Spes.

Então, entrando no túnel do tempo, começamos com um domingo pela manhã, no início de fevereiro de 1971, aglomerados em frente ao Edifício Tamandaré aguardando o embarque em ônibus especiais fretados que nos conduziriam para o Colégio Naval. Sem percebermos, ali, começava a rotina dos nossos ônibus especiais, divididos por bairros e cidades no Rio de Janeiro, além dos que iam para São Paulo e outros Estados, por ocasião dos futuros licenciamentos.

Na chegada em Angra, tudo era novidade: o pavilhão imponente do torreão do Colégio, a recepção pelo Comandante, Oficiais e Adaptadores Alunos, a entrada no pátio interno em uma formatura meio que a “paisana”, o orgulho de ter sido aprovado em concurso tão disputado, com o brilho nos olhos de alegria e um misto de interrogação pelo que viria. 
Aos concursados do Rio de Janeiro e Niterói somaram-se

 “A Paulistada” 



e os “Aratacas”, termo carinhosamente dado aos nordestinos que somente passamos a entender um pouco mais adiante por ocasião dos licenciamentos

A partir daí tem início nossa história: começamos a conviver com pessoas dos mais diversos rincões do Brasil, com suas culturas regionais, sotaques distintos, todos imbuídos de um espírito que o tempo iria consolidar em amizades sinceras, puras e que persistem até os dias de hoje.

Poderíamos classificar como “Espírito de Corpo”. A UNIÃO, É O ALICERCE DA NOSSA TURMA QUE NOS SUSTENTA. Jargão que passou a acompanhar a Turma Aspirante Conde até os dias de hoje.

 

 
Voltando ao passado:
Tudo era novidade, a começar pelo linguajar naval: recebemos nossas “andainas de uniforme”....andainas...????, jacuba, bailéu, abrolhos, ceia e associado a ela, o famoso mate brochante e bolo aziático, bacalhau, hidráulica, caminho aéreo......enfim, um aprendizado de nomes na gíria naval que em pouco tempo estávamos familiarizados.


Falar sobre os episódios marcantes de nossas vidas com certeza extrapolaria o número de palavras desse texto, mas várias delas deixaram marcas em nossas memórias, a começar com o toque de alvorada, onde os mais sonolentos não conseguiam dormir mais um pouco, sob pena de serem “papirados” pelo OSCA em sua revista. Na “rotunda, disputar local junto ao lavabo para nossa higiene matinal era um suplício, pois sempre tinha alguém no seu “cangote” querendo ocupar o mesmo espaço.....


Após, tínhamos a formatura para o café da manhã e a seguir as salas de aulas, onde passávamos a conhecer nossos “Mestres” e a respeitá-los. Quem não se lembra da ordem de “levantai-vos” proferida pelo chefe da classe. Nossas aulas duravam até a hora do almoço, ocasião em que ao seu término, formávamos no pátio interno para, cheios de fome, irmos ao rancho, onde muitos dos seus cardápios não eram do agrado de todos. Que o diga as “iscas de fígado”, “frango atropelado” e outras culinárias de nomes que nos acompanharam em nossas carreiras.



Findado o rancho, tínhamos algumas poucas horas de lazer para colocarmos nossas tarefas em dia, cortar cabelo, cartas para as namoradas, enfermaria, fazer o rol das roupas para serem lavadas e depois apanhá-las na lavanderia. Além disso, quando calouros, tínhamos que ter o cuidado de não sermos “carteados pelos veteranos” para outras fainas avulsas.


À tarde alguns iam para o TFM e outros para o treinamento em suas respectivas equipes esportivas representativas do Colégio, ocasião em que os treinamentos permitiam uma maior aproximação do binômio calouro x veterano, possibilitando a realização de novas amizades.



Após, tínhamos a formatura do rancho para o jantar e depois o estudo obrigatório, que muitas das vezes eram suplícios para os calouros uma vez que, quando o OSCA “dava mole”, os veteranos faziam a festa nos trotes aos calouros.


Depois, ceia quando eram servidos o “mate brochante” acompanhado do bolo “aziático” ( referente a azia e não à Ásia) e por fim o esperado toque de silêncio. Era a hora do descanso para alguns, mas estudos adicionais para outros, a maioria em decorrência das rígidas exigências escolares.



Mais nem tudo eram exigências, pois logo chegavam os licenciamentos, onde nos finais de semana o Corpo de Alunos tinha a cidade de Angra a seu dispor e quinzenalmente, licenças para o Rio de Janeiro, onde residiam a maioria dos alunos. A “Paulistada”, mais complicada, por conta da distância e os Aratacas, também chamados de “Bodames”, por estarem longes de suas cidades natal só retornavam a seus lares nas férias escolares.


Sobre Angra dos Reis, cidade dos Reis Magos, acolhedora com suas águas cristalinas, baia da Ilha Grande e suas 365 ilhas, uma por dia, marcaram muito nossas memórias. 

Como não lembrar das saídas de canadenses e snipes, da praia de Aquidabã, ponto de encontro com as “Minas Angrenses”, chopinho do Bambu, bailinhos no Comercial, Vera Cruz e Farracho, sem antes comer uma pizza deliciosa na Bambina, existente até os dias de hoje.


Não lembrar dos bailes promovidos pela SAG com as escolas de Barra Mansa, Volta Redonda, Instituto de Educação do Rio de Janeiro e nosso famoso conjunto musical “Carteasom”.


As competições esportivas contra o CMRJ, EMMRJ, CSN, EN e NAE.



O tempo passando, provas e ao final encerramento do ano letivo com a simbólica e não mais importante Passagem da Cana do Leme, onde deixaríamos de ser calouros passando a condição de veteranos no ano seguinte





Após nossas férias regulamentares, 


já totalmente ambientados a rotina e vida naval, com nossos pensamentos voltados para a tão sonhada Escola Naval, recebemos os novos calouros tendo como propósito maior orientar e principalmente, com o exemplo, transmitir a nova turma os ensinamentos apreendidos, conquistados e vivenciados.


Aula , novos professores no segundo ano, mesma rotina, mais orgulhosos por sermos os “donos” do Colégio Naval. A par das brincadeiras sadias com nossos “Calouros”, éramos respeitados, sensação única que tínhamos que manter junto aos nossos superiores, pares e subordinados.

Assim, o tempo foi passando, os acontecimentos foram se repetindo na maioria das vezes, entremeados com um fato novo, como viagem de instrução a bordo do CL Tamandaré e CT Benevente, chegando então ao término do ano letivo com a certeza do dever cumprido.

 A Passagem da Cana do Leme, somado ao almoço dos 30 dias nos levava a sonhar com o tão esperado espadim, símbolo do Aspirante da Marinha de Guerra,



mas, isso é outra história, outro capítulo, pois a Turma Aspirante Conde, formada GM em 13 de dezembro de 1976, ira completar 50 anos em dezembro do corrente ano.



Obrigado! Colégio Naval, somos gratos pela formação intelectual, física e moral que nos proporcionou.
Foi Você, valorosa Instituição de Ensino Militar Naval, que forjou nosso espírito marinheiro entre outros atributos dos Homens do Mar.

Viva o Colégio Naval
Parabéns pelos seus 75 anos
Viva a Marinha
Viva o Brasil

TUDO PELA PÁTRIA
QUIRICOMBA ZEPELIN………...




Dito isso , procurei " temperar" o texto original dos meus amigos, com imagens do arquivo pessoal " piratesco alado". A razão para tal, foi aproveitar o " gancho literário " para mostrar nos dias atuais , são divulgadas algumas falácias,  sobre o período dos anos 70 de regime militar . Falam muito sobre " censura " na época... Sobre isso as imagens mostram que os " pensamentos e críticas eram LIVRES.
Por outro lado, demonstram que a vida militar enaltecia a " União " de cidadãos,  independente de raça, cor , religião, culturas regionais e seja lá qualquer opção sexual , política ou esportiva. Neste Colégio,  aprendiamos principalmente respeito, disciplina, ordem e alternativas de vivermos em sociedade com liberdade defendendo nosso enorme País.  Foi lá que conheci os meus verdadeiros irmãos...aqueles que por " opção " compartilham os mesmos " valores" morais , intelectuais e... filosóficos. Para tanto, temos que ter coragem para encarar desafios que , normalmente, a vida nos apresenta. Isso é uma " opção individual" ... não uma imposição social. Não é " fácil ".... mas é moralmente, ( não financeiramente ) ...compensadora.
Quem passou por este Colégio...tem orgulho. ( não tenho a menor dúvida). Dedico este post a todos irmãos , por opção,  que tiveram a coragem, na sua adolescência, de fazerem essa opção. 

Classis Spes




Aos queridos leitores...o sincero abraço  do

Veterano Pirata Alado.