quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Pirata... e o Deadpool


 Amigos da Pirataria Alada ... meu cordial ... Olá😊

Hoje num dia daqueles que seria melhor ficar na cama desfrutando da filosofia de "Morfeu "


 (Morfeu é o deus dos sonhos na mitologia grega. É filho de Hipnos, o deus do sono, e tem grandes asas que lhe permitem viajar silenciosamente pela Terra. Morfeu tem a capacidade de assumir várias formas e de ocupar os sonhos das pessoas enquanto elas dormem.) 


Sem nada de útil para fazer ao olhar pela minha janela me deparando com uma visibilidade da praia , que me exigiria caminhar em condições  totalmente IFR ( regras de voo por instrumentos) , resolvi deitar letras via internet , para me distrair e desfrutar a " sombra do meu burro ".

Ainda curtia o dia de ontem, quando fui ao cinema sozinho (a tarde) e tive gratas surpresas num dia típico de vagabundagem ostensiva. Fui assistir ao filme " Deadpool & Wolverine " .

A internet oferece uma descrição , para quem não conhece o Deadpool , nos seguintes termos :

"Wade Winston Wilson, mais conhecido pelo alter ego Deadpool, é um personagem fictício do Universo Marvel que atua geralmente como anti-herói e ocasionalmente como vilão. Ele é um mercenário canadense marcado por ser falastrão e piadista, rendendo-lhe o apelido "Mercenário Tagarela", que tem tendências violentas e possui um fator de cura que o faz sobreviver aos piores ferimentos."

Não que o Pirata se identifique "integralmente" com esse personagem , mas há algumas semelhanças que nos unem ,tipo ; sermos personagens fora dos padrões do "politicamente correto", dos dias atuais.

Assim sendo , me dediquei a uma caminhada profilática até o Shopping Praiamar de Santos . Ao chegar no Shopping a primeira boa surpresa . Havia uma exposição de veículos Volkswagen antigos. Me deparei de imediato com uma joia raríssima :

 Um Fuscão Azul Marinho (dos anos 70) , todo original !

Esta joia mecânica , foi o presente que o Pirata ganhou do pai , quando foi aprovado no concurso para ingresso no Colégio de Piratas da Enseada Batista das Neves , em Angra dos Reis. Ao vê-lo resisti para não verter lágrimas  pensando em todas Aventuras que aquela máquina me proporcionou nos primeiros , dos maravilhosos anos 70. Naquela época , o Pirata ainda não tinha idade suficiente, nem asas , mas adquiriu ... RODAS ( e liberdade para se lançar ao Mundo... tipo Pirata aprendiz )

Emocionado, resolvi subir a escada rolante para adquirir o ingresso para ver o Deadpool. 


Escolhi o melhor lugar. (havia poucos vagabundos que se dispunham ir ao cinema numa quarta feira a tarde ). Como estava adiantado resolvi desfrutar de um sorvete num Burger King ( que também me reporta a outras lembranças ). Me acomodei naquela Praça de Alimentação , vislumbrando um estabelecimento comercial a minha frente onde anos atrás ocorreu um incêndio que já reportei no link abaixo 👇 

https://pirataalado.blogspot.com/2014/08/pirata-e-o-incendio-no-shopping-praiamar.html


Mais emoções me dominaram até meu ingresso a sala cinematográfica , quase vazia, portando o fatídico "balde" de pipocas Cinemark !

depois de quase 30 minutos de propagandas variadas , o Deadpool & Wolverine começou de forma inusitada . Não comentarei sobre isso para não dar “spoiler” , não autorizado .

Há tempos não ria tanto num filme ! Nunca imaginei que um filme de Super Heróis poderia me divertir tanto. A qualidade técnica impulsionada pela tecnologia IA (Inteligência Artificial) é impressionante , propondo cenas inimaginável de outros tempos . Tudo bem que o Pirata não é o cara mais indicado para se tornar "influenciador cinéfilo " mas que o filme me divertiu ... ah , isso é verdade . ( não sei se tem a versão 3D , mas se tiver ,,, eu recomendo para aqueles que gostam de ver ...sangue espirrando da tela ... de forma divertida ), Os palavrões ( bem colocados ) , me reportaram aos meus tempos de pirataria ativa . Saí satisfeito pela minha opção escolhida , num dia de vagabundagem explicita.  O Deadpool se tornou o meu Super Herói predileto ( desbancou o Super Homem da minha infância)

Não tenho a menor intenção de me tornar "influencer cinéfilo ".... nem vendedor de carros antigos , mas que essas coisas são mais divertidas que ficar discutindo os destinos do mundo , seguindo heróis televisivos diários patrocinados por marketing de veículos elétricos e sendo bombardeado o dia inteiro pendurado nas telinhas mais conhecidas como , "celular". 

Voltei feliz pra casa caminhando pela calçada esburacada , desviando das bicicletas em sentido contrario sobre a mesma calçada (para pedestres) , tomando cuidado com uns deitados e evitando outros , pedintes moradores de rua , imaginando que se eu fosse o Deadpool daria solução pra toda essa situação....mas não sou ...sou só um Pirata Alado que paga seus impostos em dia e não vê retorno , seja lá a razão pela qual me obrigam a pagá-los. Isso sim é triste.

Como o relógio do tempo não para ... e meu tempo a cada minuto fica mais curto... acho melhor ir ao cinema ver " mentiras divertidas " do que passar o dia vendo ( e ouvido ) mentiras ... sem se divertir.

A todos que me honram com a vossa existência... meu sincero obrigado e um beijo no coração . Aos outros... só o beijo no coração.

Abraço do Pirata (cuidado com o gancho da mão esquerda )  

Ao Deadpool .... um brinde

Tim...Tim

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Pirata...e o Off Shore

Amigos da Pirataria Alado

Meu cordial ... Bom dia  (como convém no inicio da fase "Piloto sério comercial" ) 

Iniciando uma nova fase da vida do Pirata , fui buscar recordações fotográficas e memórias de como um Pirata de formação militar acabou se tornando um Pirata Alado na aviação executiva e por várias razões , se transformou num piloto sério na Aviação Comercial. 

Assim sendo, descobri que essa fase começou em dezembro 1984, quando em Macaé , eclodiu "a greve dos pilotos de helicópteros ", que prestavam serviços a Petrobras , na atividade hoje conhecida como  "Aviação Offshore " 


A internet define assim esta atividade :

O transporte aéreo para este tipo de serviço apresenta características peculiares, como pouso em unidades marítimas móveis – sujeitas à movimentação de ondas do mar – e em espaço restritos, entre outros quesitos. Fatores estes que exigem rigorosos procedimentos de segurança.

O filme abaixo com reportagens do Jornal Nacional da época (divulgado pelo Sindicato dos Aeronautas ) dava  " ideia ", do tamanho do problema causado na época pela "Greve dos tripulantes de Helicópteros" "

 ( no minuto 2:54 do filminho há uma "breve" alusão aos helicópteros militares que minimizaram o tamanho do problema causado a economia do país )👇

https://youtu.be/QRPqjHtxzI8 

Naquele dezembro de 1984, o país era governado pelo General Figueiredo que se preparava para executar eleições presidenciais em janeiro de 1985 ( ou seja , plena campanha eleitoral que viria a eleger de forma indireta o Senador Tancredo Neves , candidato da oposição ),

O HA-1, era o Esquadrão de helicópteros mais moderno da Marinha com as "novíssimas " aeronaves  SAH 11, de esclarecimento e ataque , que haviam em 1982 feito seu "batismo de fogo"(portando a bandeira da Grã-Bretanha) na Guerra das Malvinas , afundando algumas embarcações do nossos Hermanos argentinos , aqui pelas bandas do Atlântico Sul.

Os Piratas do HA-1, eram batizados com uma poção mágica conhecida como "Sangue do Lince" e após esta cerimônia se tornavam "Linces", e com esse perfil ... executavam suas tarefas em defesa do país. Eu era um desses Piratas Alados, sob pele de Lince.

O Esquadrão foi acionado para , junto com alguns Pumas da FAB, executarem as trocas de funcionários da Petrobras, das quinzenas nas plataformas da Bacia de Campos.( um pequeno detalhe : a greve começou no dia 13 de dezembro - dia do Marinheiro) , claramente visando tumultuar a troca de quinzena próxima do Natal ).

Lá fomos nós. Foi o meu primeiro pouso numa plataforma de petróleo " Offshore". 

 ( Sem querer ser arrogante , eu diria que perto dos pousos em Fragatas (diurno e noturno) essa nova plataforma de operação parecia como "tirar doce de criança ". Recebíamos na Base Macaé os números das plataformas a serem atendidas , Conferíamos nas cartas da "bacia" as posições geográficas , lançávamos as posições no nosso TANS ( Tactical Air Navegation System), computador de navegação dopller do Lynx (não existia GPS na época) e decolávamos . A rapidez do Lynx naquela época , garantia cumprimento das trocas com mais eficiência. Missões médicas podiam ocorrer com rapidez , diurno ou noturno ).

Numa dessas missões , ao pousar de volta em Macaé , me lembro de um dos funcionários da Petrobras ao desembarcar , se aproximou de mim depois dos rotores parados para abastecimento , e me disse :

-" Comandante , obrigado . Hoje é aniversario da minha filha e sem vocês eu não poderia estar com ela fazendo 1 ano. Por mim essa greve poderia continuar pra sempre se vocês continuassem por aqui ."

-"Parabéns para tua filha ... dá um beijo nela e diz que a Marinha deu a ela ,o pai presente no  aniversário de um ano dela ".

Foi uma experiência inesquecível pra mim aquela GREVE.


O tempo passou , e entre várias outras missões , quis o destino que em 1988 , ao voltar da França onde recebi 6 Super Pumas (AS 332 F1) e 11 Esquilos Bi (AS 155 F2) tendo testado o  Dauphin AS 366 N (da Arábia Saudita) a bordo de uma Fragata Francesa no mar, fui designado para a DAerM (Diretoria de Aeronáutica da Marinha., para exercer funções técnicas. Uma delas seria inspecionar a operação de aeronaves nas plataformas que iriam operar pela Petrobras Offshore.



Num determinado dia , recebi a ordem de comparecer ao Aeroporto Santos Dumont e encontrar um Comandante civil na sala de tráfego que me levaria a Plataforma para executar a inspeção de segurança. lá chegando ... SURPRESA ! . Não era um Comandante ... era UMA Comandante de Bell Jet Ranger de Taxi Aéreo. Nos apresentamos e partimos para o voo. A Comandante dominava perfeitamente o Bellzinho semelhante ao que eu me formei Aviador Naval em 1980 , no HI-1(Esquadrão de Instrução da Marinha). 

O dia estava perfeito para o voo. A paisagem do Rio de Janeiro é sempre linda nesses dias . Nos afastamos de terra mantendo 1000 pés e depois de alguns minutos de voo sobre o mar a ComandantA me ofereceu os comandos. Agradeci polidamente alegando que não era mais qualificado naquele modelo, pois agora exercia funções técnicas apenas de inspeção. Minha função era apenas inspecionar as atividades aéreas da Plataforma e não as funções da pilota de Taxi Aéreo que me foi colocado a disposição para transporte . Isso era função do DAC (Diretoria de Aviação Civil da FAB ) . Pousamos sem problema na Plataforma. Realizei a minha inspeção e aprovei a Plataforma . Na hora da decolagem do alto convoo , a Comandanta , não sei se querendo me impressionar , fez uma decolagem ....digamos ...um tanto "hot" para os padrões do Bellzinho mono motor sem flutuador , em cima d'água. Depois de estabilizar a 1000 pés a Comandanta , olhou pra mim sorrindo e perguntou :

-" Gostou da decolagem Comandante ? O senhor acha que eu seria aceita na Aviação da Marinha ?

- " Adorei a decolagem ! Não tenho a menor dúvida que você seria aceita na Marinha .... quando ela admitir mulheres militares em atividades operativas,  você passar no concurso para Aviação Naval e depois de um ano se formar na teoria no CIAAN (Centro de Instrução e Adestramento Aero Naval) e na parte prática de voo do HI-1. Quem sabe no futuro sejamos colegas de cabine ".

Pousamos no Santos Dumont . Agradeci o voo . Nos despedimos e nunca mais ouvi falar dela.(não me lembro do nome da Comandanta , mas pode ser que esteja voando hoje no Offshore).

Em 1994, depois de ter sido encarregado da formações de pilotos da Marinha e do Exercito, e ter sido encarregado de táticas operativas aéreas e ter contribuído para a confecção do envelope de pouso da novas Corvetas da classe Inhaúma , fui envido para Brasília para representar a Marinha no COMDABRA (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro). Era uma honra e uma oportunidade de conviver num ambiente que desfrutei como criança , já que eu havia nascido numa Base Aérea da FAB, o PASP (Parque de Aeronáutica de São Paulo) há exatos 40 anos , quando ainda meu pai era oficial daquela Força. Aproveitei estar no Planalto, próximo ao DAC (Diretoria de Aviação Civil) e tirei minha habilitação de PP ( Piloto Privado). Essa era a única qualificação possível para um piloto militar na ativa (independente de sua experiência de voo). Foi um período maravilhoso no Planalto . Consegui ajudar na Aproximação das autoridades de ambas Forças (FAB e Marinha) que andavam meio "estremecidas" desde 1941 quando a FAB foi criada levando pilotos e aviões da Marinha, por ordem do Presidente Getúlio Vargas.


 Essa aproximação ajudou a arrefecer os ânimos entre as duas quando em 1998 , a Marinha anunciou que havia comprado aviões do Kuwait (sobra da Guerra do Iraque) e passaria a opera-los a bordo do Navio Aeródromo Minas Gerais , a revelia da Lei (coisa de Piratas). O Presidente a época político (Fernando Henrique) e Comandante das Forças Armadas, botou "panos quentes" e em 1999 criou o Ministério da Defesa , retirando o Poder de "Ministérios" das 3 Forças Armadas. (sábios esses políticos ).

No ano 2000 , tendo completado meus 30 anos de Marinha resolvi ganhar dinheiro na vida privada com a experiência Offshores que a Marinha tinha me oferecido . Primeiro passo : apresentar  minhas fichas de voo (da Marinha e da Aérospatiale ) ao DAC para ter a minha habilitação civil para trabalhar. O DAC atualizou minha carteira de PP para PLAH ( Piloto de Linhas Aéreas - Helicóptero). Pronto.


Agora estava pronto para ganhar dinheiro e para procurar emprego. Não precisei, porque logo apareceu um "maluco cheio de grana" que me desfiou a operar um pequeno helicóptero a bordo de um pequeno iate rápido pela costa brasileira. 

Aceitei o desafio . A grana era boa , e deu certo.  Nos 10 anos seguintes a operação evoluiu . O helicóptero cresceu . Os Iates se multiplicaram e cresceram . A costa brasileira ficou pequena. Passei a voar Offshores e operar em iates por todo mundo e diversos países. A grana honesta paga cresceu na mesma proporção.

Em 2005 a ANAC (Agencia Nacional de Aviação Civil) foi criada, sob as ordem do Presidente Lula , diminuindo o Poder de fiscalização da FAB , sobre a aviação civil, dando Poder aos políticos , hoje subordinada ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Depois disso continuei renovando minha licença de PLA-H , passando todos os anos por avalições de vários "pilotos inspetores da ANAC".


Nesta atividade adquiri experiências das mais variadas voando pelo mundo alguns tipos de aeronaves (visuais VFR e instrumento IFR ) como piloto executivo , na "aviação privada" (não comercial ).

Em 2010, cansado de ficar longe de casa por muito tempo , resolvi deitar o "burro na sombra" e curtir minha neta. Senti falta de voar nessa sombra do burro, até que o Offshore me fez uma proposta irrecusável:

"Voar 15 dias ,por mês, transportando funcionários da Petrobrás para plataformas de petróleo,  por todo o Brasil e depois 15 dias em casa curtindo a família,  com salário de mercado para atividade ."

Não tive dúvidas e abracei a atividade , me tornando um " Piloto Sério de Offshore" na atividade  aérea comercial " cheia de regras e fiscalizações. Me adaptei cumprindo tudo que me exigiam até começar a perceber na atividade " comercial " quem manda é  o " dinheiro " ! Assim sendo , regras e fiscalizações tomam um rumo apoiadas em interesses muito ... " políticos / financeiros ".


Comecei a não gostar do que tentavam me transformar..." motorista de helicóptero " de um voo chato e sem emoção ( muitas vezes carentes de compromisso com as reais necessidades do país).

A história política do Brasil não deixa dúvidas de como eu estava certo. Fui demitido em 2015 (ano politicamente complicado ). numa quinzena de Natal. Recebi todos meus direitos corretamente pagos . Dinheiro nunca foi prioridade pra mim ( desapegado ... voltei para a sobra fresca com meu burro ). Já atividade aérea comercial de offshore ( totalmente apegada), parece que se reorganizou , cresceu e hoje mantem a atividade petrolífera brasileira em alto padrão

Hoje ...a história mostra que muita coisa devia ser corrigida ... e , acredito que foi . 

 A mim restaram , além de experiência na atividade comercial,  muitas boas lembranças e alguns amigos, assim como algumas más lembranças e muitos críticos. 

A minha vida de Pirata Alado , sempre foi assim....militar , executiva ou comercial .

Voar foi feito para os pássaros...mas os humanos não se conformam com isso ...kkk

Vida longa para o Offshores !!!

Ass:

  PIRATA ALADO

(em pele de LINCE)




Hoje , 23 de agosto de 2024, dia que 
Aviação Naval do Brasil 
comemora 108 anos.

Dizem por aí que a " Red Bull " te dá ASAS.
Eu nunca tomei Red Bull e acredito que teria que beber muito desse isotônico caro
 para tentar sair do chão...e não posso afirmar que sairia voando.
No entanto sei que, estudando muito , sem eu ter gasto nenhum tostão, a

MARINHA do BRASIL

me deu a minha 

ASA



segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Pirata... e a Sandra Pujol

 Amigos da Pirataria Alada ...boa noite


Acabei de receber o texto abaixo de um dos meus " irmãos por opção"  Paulo Ferraz. ( ele sabe das coisas ... inclusive de .. Pirataria).

 Como estava aqui meio " cabisbundo e sorumbático" , fui pesquisar a Sandra Pujol...( autora do texto). Não consegui identificar exatamente quem seria ( com certeza ) . Assim sendo , resolvi " piratear" o texto dela ...e publicar. 

Aproveitem da sabedoria dela . O Pirata ... recomenda (como terapia escrita...para aqueles mais ... vividos). 


O comentário de *Sandra Pujol*:

Se observamos com cuidado, podemos detectar a aparição de uma nova faixa social que não existia antes: pessoas que hoje têm entre sessenta e oitenta anos.

A esse grupo, pertence uma geração que expulsou da terminologia a palavra envelhecer, porque simplesmente não tem em seus planos atuais a possibilidade de fazê-lo.

É uma verdadeira novidade demográfica, semelhante ao surgimento  da adolescência; na época, que também era uma nova faixa social, que surgiu em meados do século XX para dar identidade a uma massa de crianças desabrochando, em corpos adultos, que não sabiam, até então, para onde ir ou como se vestir.

Este novo grupo humano, que hoje tem cerca de sessenta, setenta ou oitenta anos, levou uma vida razoavelmente satisfatória.

São homens e mulheres independentes que trabalharam durante muito tempo e conseguiram mudar o significado sombrio que tanta literatura latino-americana deu por décadas ao conceito de trabalho.

Longe dos tristes escritórios, muitos deles procuraram e encontraram, há muito tempo, a atividade que mais gostavam e na qual ganham a vida.

Supostamente é por isso que eles se sentem plenos; alguns nem sonham em se aposentar.

Aqueles que já se aposentaram desfrutam plenamente de seus dias, sem medo do ócio ou solidão, crescem internamente. 

Eles desfrutam do tempo livre,  porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, carências, esforços e eventos fortuitos, vale bem a pena contemplar o mar, a serra e o céu.

Mas algumas coisas já sabemos que, por exemplo, não são pessoas paradas no tempo; pessoas de sessenta, setenta ou oitenta, homens e mulheres, operam o computador como se tivessem feito isso durante toda a vida.

Eles escrevem e veem os filhos que estão longe e até esquecem o antigo telefone para entrar em contato com seus amigos para os quais escrevem e-mails ou mandam whatsapps.

Hoje, pessoas de 60, 70 ou 80 anos, como é seu costume, estão lançando uma idade que AINDA NÃO TEM NOME. 

Antes, os que tinham essa idade, eram velhos e hoje não são mais... 

Hoje, estão física e intelectualmente plenos, lembram-se da sua juventude , mas sem nostalgia, porque a juventude também é cheia de quedas e nostalgias e eles bem sabem disso.

Hoje, as pessoas de 60, 70 e 80 anos celebram o Sol (☀️) todas as manhãs e sorriem para si mesmas com muita frequência... 

Elas fazem planos para suas próprias vidas, não com as vidas dos demais.

Talvez, por algum motivo secreto que apenas os do século XXI conheçam e saberão, a juventude é carregada internamente.

A diferença entre uma criança e um adulto é, simplesmente, o preço de seus brinquedos.


Nota: 

Por favor, não guarde, passe adiante.

Sei que você  tem uma juventude acumulada, não importa se são 60s, 70s, 80s ou mais...


*A VIDA É PRA QUEM SABE VIVER!!!*

Obrigado "SANTA"....(como nos tratamos , Piratas Denfensores  e ...este ...Pirata Alado )


BEIJUNDA !!!


Um Beijo respeitoso para a Sandra Pujol ......😘

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Pirata ... e o " Tamandaré "

 


Amigos da Pirataria Alada meu mais respeitoso olá 

O tom respeitoso do cumprimento social é porquê venho , emocionado , tratar de assunto sério. 

Para quem não conhece , a sigla RMB: Ela se refere a Revista Marítima Brasileira. Essa publicação centenária ( publicação oficial mais antiga do Brasil ) me honrou , de novo , com a publicação de mais um artigo deste Veterano Pirata.

Como nós dois ( RMB e o Pirata Alado ) somos já bastante idosos, tivemos que nos modernizarmos,  em função da evolução tecnológica comunicativa pela qual passamos. 

O Pirata virou " blogueiro " ... e a RMB , além da forma tradicional de encadernação em papel, agora está disponível acessada no formato digital por meio do site Instagram abaixo 

https://www.instagram.com/p/C9iZrfJpYdP/?igsh=dnAydnEybjJtaXJh

Dito isso, emocionado com a publicação do meu artigo na coluna 


" O LADO PITORESCO DA VIDA NAVAL " , 

https://www.instagram.com/p/C-VjLhAgBgw/?igsh=YzljYTk1ODg3Zg==

da RMB V. 144 n. 04/06 abril/junho 2024 neste mês de julho de 2024  (de tantas recordações para mim ) e como " blogueiro amador " , ter atingido a marca de 30 mil acessos em grande parte do mundo, resolvi publicar o texto original ,(que deu origem a edição séria e publicado pela RMB),  acrescido de algumas fotos dos eventos descritos no texto intitulado : A influência do Tamandaré 

Assim sendo amigos leitores , lá vai o texto "piratesco" :

A influência do Tamandaré

Em 1945, a II Guerra Mundial havia chegado ao fim em setembro e a alegria 
contagiava o mundo, na parte dos “Aliados”, da qual o Brasil fazia parte,

Meu pai, José Batista, era um “caipira” do interior de São Paulo que havia se alistado no Ministério da Aeronáutica no fim da guerra, se tornando um Sargento especialista em motores, fazendo parte das tripulações de “Catalinas Anfíbios” que patrulhavam nossa costa em busca de submarinos alemães, que afundavam nossos navios mercantes. 
Meu pai foi condecorado com a medalha “Campanha do Atlântico Sul” e se orgulhava muito, além de contar  estórias de afundamento de alguns submarinos por navios da Marinha, que escoltavam os comboios mercantes.

Minha mãe, Lya Barreira, “carioca da gema”, normalista do Instituto de Educação, filha de importante advogado do partido Integralista e ativista que foi exilado em Portugal por Getúlio Vargas, junto com Plínio Salgado.

Em junho de 1946, os dois se conheceram num baile no Tijuca Tenis Clube (Clube
fundado em 11 de junho de 1915 em homenagem a Batalha Naval do Riachuelo e palco em 1973, do meu “Baile do Espadim”), quando então o vitorioso Sargento aeronáutico fardado, conquistou o coração da bela letrada educadora e se casaram indo morar, inicialmente em Curitiba e posteriormente no Parque de
Aeronáutica de São Paulo, conhecido como Campo de Marte”.
                      
Essa união gerou um filho, nascido em 1954 no hospital do Campo de Marte, que lá viveu por 8 anos da infância ouvindo o som de motores e vendo pousos e decolagens das diversas “máquinas de guerra “, sobras do grande conflito mundial.
Em determinado momento, meu pai se tornou oficial especialista chefiando um setor de manutenção do que havia se tornado a FAB (Força Aérea Brasileira). Tive oportunidade de voar muito nesta época pegando carona nas aeronaves em inspeções ou transportando autoridades.
Meu pai passou para reserva se tornado Piloto Executivo de uma Empreiteira, o que possibilitou que me ensinasse a pilotar um avião durante deslocamentos aéreos sem passageiros ou patrões.
Aos 15 anos, naturalmente disse ao meu pai que queria ser “piloto” prestando concurso para a EPCAR (Escola Preparatória de Cadetes da Ar).
- Você pode ser o que quiser ... menos ser PILOTO!” Foram as palavras definitivas
e surpreendentes do meu pai (que já falecido levou com ele a razão de ter dito isso
sem nunca me contar).
No auge da minha adolescência revoltada, e sabedor da admiração do meu pai
pela Marinha, respondi de bate pronto:
“- Então tá!...vou prestar concurso para o Colégio Naval!! “. Meu pai sorriu e
aprovou minha decisão revoltosa.
Como bom “paulistano”, eu nunca havia pisado numa embarcação no mar (a
única experiência aquática havia sido num “pedalinho “no Parque do Ibirapuera,
em São Paulo), quanto mais, num navio de guerra.
Estudei com afinco e passei no concurso para o Colégio Naval. Meu pai ficou feliz!
Ele esqueceu (e eu não sabia) que a Marinha também voava.
Em 1972, já aluno veterano do CN, já iniciava a minha futura carreira “literária”,
como diretor do GINGILIN (jornaleco produzido pelos alunos), sabedor da
existência da Aviação Naval, eu estava feliz no meu primeiro embarque em um
navio de guerra, para uma viagem de instrução com destino a Santos. 

Era “o Tamandaré “
 Cruzador, um dos mais poderosos navios da Esquadra brasileira, na época.

Embarcamos em Angra dos Reis. Fomos recebidos no convés com mensagem de
boas-vindas do Comandante do navio e fomos direcionados ao alojamento que
nos abrigaria nos próximos dias. Uma “tabela” de serviços a bordo foi distribuída
aos alunos embarcados. Nela, minha primeira função seria na Praça de Máquinas.
Fiquei feliz, dado as minhas vivências com meu pai na área de manutenção de
motores no Campo de Marte, e para lá me dirigi. Depois de meia hora sob o
barulho dos enormes motores a caldeira e do insuportável calor gerado por eles,
eu já pensava em desistir da carreira, quando um Fuzileiro Naval apareceu, em
meio ao calor e a barulheira e apontou para mim indicando para sairmos ao ar
livre. 


Já no convés, disse:
“- Aluno Barreira ... me siga ...o Comandante quer falar com você! “.
Minhas pernas tremiam pensando e seguindo o Naval do Tamandaré.
“- O que foi que eu fiz de errado para o Comandante do Tamandaré me chamar? “
Caminhamos e subimos muitas escadas até entrarmos num corredor de piso
muito limpo e brilhante em temperatura agradável. Paramos numa porta que havia
escrito “Câmara”.
O naval bateu levemente ... e entrou. Segurou a porta indicando que eu entrasse.
Entrei e o “Naval “saiu, prestando continência. A porta foi fechada e observei um
Capitão de Mar e Guerra de cabelos brancos imponente, portando uma “cigarreira
acesa “me observando (parecia um NETUNO fumante).
“- Aluno Barreira ... sente-se “...apontando uma poltrona do confortável ambiente.
Disse o Comandante se acomodando na poltrona à frente.
Olhei a plaqueta de identificação daquele “Netuno” à minha frente e congelei.
Nela estava escrito “BARREIRA”
O CMG José Maria Barreira da Fonseca, iniciou a conversa sem preâmbulos.
“Quem são seus pais ...Aluno?”
“- Meu pai é o Zé Batista... oficial da FAB, .... e minha mãe é a Lya Barreira “. Disse
ainda confuso.
Senti o clima mudar completamente por parte do “Netuno” a minha frente que
puxou uma forte tragada na sua piteira, soltando uma grande baforada ...
pensativa.
“- Você é filho da Lya? Não vejo sua mãe desde quando casou e se mudou para
São Paulo há muitos anos. Somos primos e curtimos muito a nossa juventude na
casa do seu bisavô em Barra de São João . Como ela está? “
A partir daí relaxei a ponto de, ainda nervoso, pedir um cigarro ... ao “primo”.
O papo em família continuou e culminou com a minha promessa de convencer a
minha mãe, no Natal, visitá-lo no Rio, onde eu conheceria as três primas, filhas do
Comandante. Nos despedimos e ganhei alguns cigarros ao deixar a Câmara do
Tamandaré.

No Natal de 1972, conheci as minhas três primas de terceiro grau. Me apaixonei 
por uma, a Alice Maria Barreira. Dessa união familiar nasceu um casal “puro sangue”.

Nossos filhos : Denis, netos de um oficial especialista em motores da FAB ...e de um, ex-comandante de Cruzador da Marinha, que na hora de decidir a vida escolheu cursar Engenharia Mecânica Aeronáutica no ITA



 
e nossa filha Daniela, que optou 
pela Arte se tornando Designer pela UNESP, seguindo as características artísticas da mãe.
Eu agora, como feliz Veterano Aviador Naval, seguindo a influência “do Tamandaré“ na minha vida... criei um personagem literário ... e me tornei um contador de estórias amador, no Blog:

“Aventuras do Pirata Alado”.



Desta forma , por dever de justiça,  agradeço:

 Ao meu amigo  Pirata  Honorário CMG Carlos Marcello Ramos e Silva
 editor da RMB por ter me proporcionado mais essa alegria.

Ao meu mestre e sogro CMG José Maria Barreira da Fonseca,
  que acredito hoje , ser  um dos inquilinos da Alpha Crux.

A toda minha querida família,  pelo simples fato de existirem...
 e finalmente...

A todos que me honram com vossa leitura 

Fiquem todos em Paz e sejam felizes. 

Assinado

Pirata Alado☠️







segunda-feira, 8 de julho de 2024

Pirata....o Pensador

 Muito orgulho, meu Pai !

 


Amigos da Pirataria Alada  ... meu cordial , Olá

Julho , é um mês marcante pra mim . É o mês da Revolução Constitucionalista de São Paulo comemorada no dia 9. No dia 26 meu Pai , o insubstituível Zé Batista , completava mais um ano de existência . A família Batista participou intensamente da Revolução de 1932 , com liderança do meu avô Coronel José Batista, na área de Pilar do Sul ( cidade co-fundada por ele , como grande empreendedor do Agronegócio da época ) . Portanto, em julho , comemoro um ano a mais de boas lembranças .



Em toda noite estrelada , busco a Alpha Crux , estrela da Constelação do Cruzeiro do Sul (que representa São Paulo na bandeira do Brasil ) onde imagino que todos os seres que me são caros e já ” desembarcaram “ , lá habitam! . Nela converso com todos mentalmente , principalmente com o Zé Batista ... paizão. Assim , faço neste dia 9 e farei no primeiro minuto de todos os 26 de julho. (coisa de Pirata)



Nesta noite me veio a mente uma letra do compositor “Gabriel Pensador” , de quem sou fã de carteirinha e me permiti “plagiá-lo” como bom pirata , criando uma “adaptação “ a sua letra , com o propósito de homenagear o “meu pai”.

-Tem um celular aí “ copila”?

- Obrigado!

Muitas horas dentro de helicópteros a bordo de embarcações e agora aqui  sozinho

Eu voo como um pássaro que quer voltar pro ninho

Eu sempre vou e volto feito um bumerangue

Pensei que era o morcego, mas sou eu que sempre dou meu sangue

E é o tempo vampiro que suga tudo

Suga minha alma e me transforma a forma e o conteúdo



E sem escudo eu ofereço a veia e vou sorrindo

Não fico mudo, falo e conto o que eu “to” sentindo

E falo tanto entre os meus voos e atropelos

Que nem escuto a voz dos fios brancos  dos meus cabelos

A voz das rugas quando o rosto se contrai

Me olho no espelho e cada vez eu vejo mais meu pai

Me lembro de telefonar, saber como ele anda

-Tenho que falar correndo, pai,... 'to decolando 

-'Cê volta quando filho?"

- Não sei, mas viajo de novo


- Manda um beijo pra Mami, 'to com saudade do povo

'To com saudade de tudo, de comer picanha com ovo

O ovo que cê jogava na frigideira quente

Naqueles fins de semana que você 'tava presente

E de deitar na sua rede como antigamente

E quando você via os gols ou um programa pendente


E de repente gritava com a gente com seu vozeirão

O ouvido doía, mas a gente ria

Eu te imitava e a minha irmã não conseguia

Você calçava a botina, pegava a chave do Bora

E a nossa tarde era na mesa da pizzaria como agora

E o chope sem espuma, sem colarinho

E eu no milk shake, lembro até do barulhinho


Quando eu crescesse eu queria ser que nem você

Agora eu já cresci e ainda quero ser

Eu tenho a cara do pai e tenho cada vez mais

Eu tenho os olhos do pai e o coração

Quando eu crescesse eu queria ser que nem você

Agora eu já cresci e ainda quero ser

Eu tenho orgulho do pai e tenho cada vez mais

É muito orgulho, meu pai e gratidão


Pai, agora eu decolei, guardei meu celular

Já tô no ar, mas não me desliguei

O tempo voa e antes que ele acabe eu volto ao começo

Pra me entender e me reconhecer do pai que eu conheço

E quero conhecer mais, quero curtir meu coroa

Até  "ADEUS " te deram, pai, aquela foi boa

Você internado de frente pra um bar

Mas não perdeu a piada nem num momento tão sério

E disse olhando as cervejas do outro lado do muro

"Que enfermaria ótima, filho, com vista pro futuro"

Só você mesmo pra fazer a gente rir

E com as enfermeiras em plena enfermaria

Lembrando disso agora eu rio e reavalio

A importância da minha eterna ânsia por mais desafios

Sempre correndo, sempre ocupado nas vias aéreas

Sem perceber que às vezes possa está perdendo a piada

Você me deu um toque eu não parei pra ouvir

Mas não vou esperar meu coração parar

Pra gente se encontrar pra rir, numa UTI






Quando eu voltar vou te ligar pra combinar de almoçar

Com a família na mesa, sem atender o celular


Minha memória viaja, você agora é o piloto


Uns anos mais novo e eu ainda garoto

Pela BR 101 a gente vai

Já veio o réveillon e como é bom viajar com meu pai

E eu vou prestando atenção,

Em como você sabe a hora certa de ultrapassar o caminhão

Você me explica as frases dos para-choques

No toca fitas uma boa MPB ou rock

Calma, Betty, calma


Cada risada que você soltava plantava na minha alma

Uma semente pro que eu 'to colhendo agora

E vou continuar colhendo depois de você ter ido embora

Me entendendo com o tempo, os ensinamentos

Que você passa até hoje com o seu exemplo

De respeitar as pessoas e ser correto

De ser uma fonte inesgotável de carinho e afeto


De encurtar as distâncias pra ver os amigos

E de ser sempre sincero como também foi comigo

Quando me deu um castigo depois da delegacia

E hoje eu vejo que era isso mesmo o que eu queria

Queria achar um caminho e ter você mais perto

Mesmo com a cara fechada, seu coração 'tava aberto

Eu tinha quase morrido

Não tinha medo da morte

Mas sua cara de decepção falou mais forte

Assim morria o meu vício de transgressor

Você matou o "moleque ", pai

E fez nascer o "Pirata" pensador

E muita coisa rolou, te transformei em vovô

Te vi mais frágil e sério em alguns momentos de dor

E enxerguei no teu silêncio o que eu desfaço em mim

Que é uma angústia que parece que não tem mais fim

E mesmo assim a gente brinca o tempo inteiro

E sonho os mesmos sonhos amassando travesseiros

Herdei essa mania, também herdei a teimosia

E não me abro com meu velho como eu gostaria

Quando eu me sinto inseguro como um menino indeciso

Pra escutar a voz do pai que dizia "juízo"

Aquele simples aviso ainda me norteia

Como seu sangue que corre nas minhas veias

Muito obrigado por te me feito nascer

Por ter me feito crescer

Por ter me feito que nem você

Por ter me dado vitamina C

Café da manhã, o senso crítico, a ironia

Uns irmãos postiços e uma irmã que se dissolveria...


Por me levar na Pizzaria do Bruno

Por me ensinar a voar e regular “fusca”

Muito obrigado pelo amendoim torrado na esquina

As figurinhas e o álbum

As injeções e o remédio

Os elogios, as notas no boletim do colégio

Por construir as casas que desenhamos

No  Paraíso que imaginamos



Por me levar na vó Alice Batista...

 e no vô Lauro Barreira

Por eu ser o Pirata, filho do Major  Zé Batista...

e da Dona Lya Barreira

Por me levar no hangar pra te ver trabalhar

Por ser o grande mecânico que me fez enxergar

Que a vida é boa e eu não preciso ter medo

Muito obrigado, meu pai, por me contar seus segredos

E confiar em mim, como eu confio em você

Quando eu voltar vou te ligar, ainda tem mais pra dizer



Quando eu crescesse eu queria ser que nem você

Agora eu já cresci e ainda quero ser

Eu tenho a cara do pai e tenho cada vez mais

Eu tenho os olhos do pai e o coração

Quando eu crescesse eu queria ser que nem você

Agora eu já cresci e ainda quero ser

Eu tenho orgulho do pai e tenho cada vez mais

É muito orgulho, meu pai e gratidão


- Pai, olha o que eu e o Gabriel Pensador fizemos pra você

- Pra mim? Obrigado,  aos dois


Foi o que a Alpha Crux me transmitiu numa madruga fria e estrelada de julho

Valeu Gabriel , por me “emprestar” a sua letra  , para homenagear o “MEU “ pai.

Um beijo no coração de todos.

- Até qualquer hora Zé Batista . A gente se vê aí na Alpha Crux

https://www.youtube.com/live/cJfh4b1y2aQ?si=g6dGxA55w3BcHXkZ